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Ciúme faz parte do amor? Aliás, o que é amor?

Não é uma incoerência a pessoa jurar fazer de tudo pela pessoa que diz que ama e falar em morte se ela chegar perto de outra pessoa do sexo oposto?

Você já deve ter visto aquela pergunta “Você perdoaria uma traição?”. Aliás, por que a palavra traição pra sexo fora do relacionamento, ou até pra uns beijinhos em outra pessoa? Essa palavra não tem outros significados tão pesados? Como assim perdoar? Perdoar o quê? O desejo sexual e a sua demonstração?

O que a gente aprende sobre amor, aliás sobre muitas coisas, vem de mulheres que vivem do casamento, que é a única alternativa permitida para um homem encostar em uma mulher. As crianças criadas por elas vão crescer criando ou continuando sociedades onde a única possibilidade permitida para o sexo é o casamento, onde o homem é o burro de carga financeiro da mulher e onde esse homem vai estar amarrado legalmente à sua esposa e à sua família mesmo que não tenha sexo com ela há anos e a convivência seja muito desagradável. Outras alternativas para o sexo ou qualquer relacionamento homem-mulher são praticamente proibidas. Um casal de amigos pode ser visto com suspeita de estar namorando e traindo os cônjuges ou morrer apedrejado por adultério.

O ciúme é a mistura de consciência da própria mediocridade com a coisificação da pessoa que é chamada de amada, com um resto de lixo de educação tanto dos pais quanto da sociedade.

Por que alguém que diz amar outra pessoa vai se sentir tão mal se ela transar gostoso com outra pessoa do sexo oposto? Amar não é se alegrar com a alegria?

O que chamamos de amor é geralmente uma opressão emocional, social, legal ou financeira, não raro as quatro juntas. Ou só um deslumbramento egoísta de alguém por uma pessoa que esse alguém quer ter pra si, não pra fazer feliz. Ou apenas uma paspalhice afetiva.

Não tenha um casamento onde você e o seu cônjuge são os seqüestradores sociais e sexuais um do outro. Tenha um casamento aberto.

Imaculada Virgínia Pereira Souto e Abigail Pereira Aranha

A Vez das Mulheres – Sistema Paraíso Concreto

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Casamento aberto

Primeiro, o que é o casamento aberto, pra quem não conhece. Vamos copiar um trecho da Wikipédia. No A Vez dos Homens que Prestam nós colocamos umas ilustrações por nossa conta, hehehehe.

Casamento Aberto usualmente se refere a um casamento no qual os parceiros envolvidos concordam que relações extraconjugais NÃO são consideradas como traição ou infidelidade, e podem ser vividas pelos dois parceiros juntos ou separadamente.

Existem muitas formas e estilos de casamento aberto, nas quais os parceiros têm diferentes níveis de liberdade ou de controle sobre a vida sexual do outro. Cada caso é discutido internamente entre os parceiros, não existindo um padrão de relacionamento.

História do Termo

As origens do termo “casamento aberto” são obscuras. Pesquisadores da década de 60 usaram o termo para descrever a liberdade individual que as pessoas têm para escolher seus cônjuges. “Casamento Fechado” era um termo usado para descrever aquelas pessoas que eram forçadas a se casar com alguém contra a sua própria vontade, sendo a decisão baseada em proibições e regras sociais. Já “Casamento Aberto”, na época, se referia a indivíduos que escolhiam seus próprios parceiros baseados em preferência pessoal.

Nena O’Neill e George O’Neill mudaram o sentido do termo em 1972 com a publicação do seu livro “Casamento Aberto”, que vendeu mais de 1.5 milhões de cópias. Eles concebiam “Casamento Aberto” como sendo aquele em que cada parceiro tem liberdade de crescimento individual e pode desenvolver amizades fora do casamento. A maioria dos capítulos do livro usa definições não controversas para revitalizar o casamento nas áreas da confiança, flexibilidade, comunicação, identidade e igualdade. No capítulo 16, por exemplo, chamado “Amor sem Ciúmes”, dedica 20 páginas para a proposta de que um Casamento Aberto poderia incluir (ou não) algumas formas de sexualidade com outros parceiros. Esses conceitos entraram na consciência cultural e o termo “Casamento Aberto” se tornou sinônimo de casamento sexualmente não-monogâmico (não confundir com poligamia). Em 1977, com a publicação de “A Premissa do Casamento”, Nena O’Neill defendia a fidelidade sexual num capítulo com o mesmo nome. Desde então, o conceito de Casamento Aberto como casamento sexualmente não-monogâmico ganhou vida própria.

Hoje, com muitos casais que não procuram um casamento formal, o termo é freqüentemente generalizado como ‘Relacionamento Aberto‘. O conceito de ser sexualmente aberto ou fechado é também aplicado para trios ou outros grupos maiores que dois.

Estilos de Casamento Aberto

Casais em Casamentos Abertos podem preferir diferentes tipos de relações extraconjugais. Casais que preferem relacionamentos extraconjugais enfatizando o amor e o envolvimento emocional têm um estilo poliamorista de casamento aberto. Casais que preferem relacionamentos extraconjugais enfatizando a satisfação sexual e amizades coloridas têm um estilo de casamento swinger. Essas distinções podem depender de fatores psicológicos como sexo social e pode contribuir para a formação de grupos separados e comunidades de swinggers e poliamoristas. Contudo, a despeito dessas distinções, todos os Casamentos Abertos compartilham dos mesmos problemas: a falta de aceitação social (há um consenso de que é o problema mais grave), a necessidade de manter o relacionamento como um casal estável, além da questão de administrar os ciúmes (que é bastante difícil para os iniciantes).

Aceitação Social de Casamentos Abertos

Pesquisas de opinião mostram que a grande maioria das pessoas desaprovam qualquer atividade sexual fora do casamento. Existem poucas pesquisas sobre a mesma desaprovação especificamente para Casamentos Abertos. Muitas vezes, as pessoas reprovam sem saber exatamente o que é, geralmente motivadas por opiniões pré-fabricadas e preconceituosas. Alguns críticos colocam objeções morais, religiosas, psicológicas e até patológicas para Casamentos Abertos. A falta de aceitação social exerce uma forte pressão nos casais, que os leva a esconder sua opção da família, amigos e colegas. Isso limita bastante sua rede de apoio social, às vezes até resultando, em alguns países, na perda de direitos governamentais de assistência médica e psicológica.

Manutenção do Relacionamento

O impacto do Casamento Aberto nos relacionamentos variam entre os casais. A maioria afirma ter um altíssimo nível de satisfação conjugal e relacionamentos mais duradouros. Outros desistem desse estilo de vida e retorna à monogamia. Esses casais geralmente continuam acreditando que o Casamento Aberto é um estilo de vida válido, mas não para eles. Ainda, outros casais experimentam sérios problemas e dizem que o Casamento Aberto contribuiu para seus divórcios. Todos os casais em Casamentos Abertos devem, por isso, prestar bastante atenção às suas regras de comportamento e de manutenção do casamento.

Administração dos Ciúmes

Casais em Casamentos Abertos geralmente se colocam em situações que potencialmente podem provocar ciúmes. A maioria dos casais relata que sentiu ciúmes em algum momento do seu relacionamento. Alguns conseguem administrar isso muito bem, outros não se sentem tão seguros. Há os que afirmam que não sentem ciúmes de forma alguma. Por fim, há aqueles que até conseguem transformar seus ciúmes num sentimento positivo. As regras gerais definidas pelo casal no início do relacionamento são um ótimo caminho para ajudar a administrar os ciúmes em Casamentos Abertos. Contudo, elas podem não ser suficientes em alguns casos. O maior benefício, nesse sentido, é que os casais geralmente passam a entender os ciúmes mais profundamente e sabem como lidar com esse sentimento. Um exemplo de uma paradoxal relação entre o Casamento Aberto e o ciúmes está no livro “A Outra Vida de Catherine M.” que retrata a grave crise de ciúmes vivida por uma escritora famosa em meio a uma vida sexual extremamente agitada.

Regras Gerais

Casais envolvidos em Casamentos ou Relacionamentos Abertos tipicamente adotam uma série de regras gerais, definidas pelo próprio casal, para guiar suas atividades. Tais regras permitem que os parceiros coordenem seus respectivos comportamentos de forma que eles alcancem objetivos em comum com menos conflitos. Algumas regras são mais universais no sentido de que se aplicam a virtualmente todos os tipos de relacionamento numa cultura em particular. Outras regras se aplicam a apenas alguns tipos específicos de relacionamento, como amizades ou casamentos. As regras adotadas por casais sexualmente monogâmicos (a maioria), tendem a proibir comportamentos que são vistos como atos de infidelidade, como envolvimento sexual com terceiros. As regras adotadas por casais com casamento aberto tendem a proibir comportamentos que provoquem ciúmes, como por exemplo evitar se relacionar sexualmente com conhecidos em comum, mas geralmente são muito mais flexíveis do que os praticantes do relacionamento fechado. Tais regras podem mudar de acordo com o tempo e são definidas por cada casal.

Questões Legais

A prática de sexo extraconjugal é geralmente ilegal na maioria dos países onde o adultério é considerado ilegal, não importando se o parceiros entraram em acordo ou não. “Casamento Aberto” não é a mesma coisa que poligamia, em que relações sexuais são inteiramente mantidas entre os parceiros numa união formalmente reconhecida.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Casamento_aberto

Por que nós somos completamente a favor do casamento aberto? Em primeiro lugar, nós homens e mulheres não somos capados. Você só vai sentir atração pela sua esposa ou pelo seu marido? Então você não é homem ou mulher, você é um(a) capado(a) com uma obrigação conjugal, ou tenta ser um(a). E quem te exige fidelidade no sexo também te exige não ter os seus amigos, a sua carreira, os seus divertimentos, se bobear não deixa nem sair de casa a não ser pro trabalho, pra igreja ou pra visitar a sogra.

E se você é contra e for ver porque é contra, vai achar um monte de lixo que você tem na cabeça, tipo a moral da falta de sexo ou o machismo de encrenqueiro freqüentador de buteco.

Você vai perguntar: vocês são casadas? Não somos. E quando vocês forem casadas vocês acham que vão conseguir deixar os maridos de vocês transar com outra numa boa? Vamos, porque amar é querer ver bem. E quem se incomoda se o marido transar gostoso com uma bela mulher é uma mulherzinha que não tem conteúdo pra manter um homem sem usar a buceta ou um filho.

Alguns vão perguntar: se não é pra ter exclusividade, pra que casar? Casar é uma coisa muito séria pra ser baseado só em sexo. Um casal tem que ter alguma coisa pra ter prazer de estar um com o outro, um não pode isolar o outro do mundo, e os dois não podem estar juntos só por causa de uma obrigação e porque um só tem o outro pra fazer sexo em paz.

Casamento aberto é pra casal que tem cabeça e conteúdo. É pra quem não precisa usar o sexo pra prender alguém do sexo oposto.

Um dia desses a gente escreve sobre ciúmes. Beijos.

Imaculada Virgínia Pereira Souto e Abigail Pereira Aranha

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Relacionamento aberto – trechos de uma discussão no Orkut

Acho que muita gente aqui não tá percebendo

que uma Relação Aberta não tem NADA a ver com “falta de compromisso” (principalmente se for nos moldes do Poliamor). Ao contrário: ela pode ser MUITO mais íntima & verdadeira do q relações “comuns” (mônogamicas).

Pra vcs saberem mais do assunto:

O que é Poliamor:
http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI1916843-EI4788,00.html

http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI1918157-EI1377,00.html

http://www.samila.com.br/kelly/bitch/folheto_poliamor.html

Compersion (o contrário de “Ciúme”):

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=69847&tid=2436682994557572399

Comu (tá meio parada, mas é um bom lugar pra postar dúvidas):

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=69847

=====

Parenteses:

egocentrismo e hedonismo desenfreados!!!”
Hum…

“Eu não divido minha mulher com ninguém!!!”

Hum… dizer que uma pessoa (ser humano) é posse sua… não é um ato egocêntrico? É no mínimo possessivo e egoísta.

Obs: e ninguem “divide” nada, numa relação Poli. As pessoas são completas para todos os que se apaixonam, assim como vc não “divide” seu amor por seus amigos. vc é 100% completo, qdo está com cada um deles.

“Pra mim um relacionamento aberto não daria certo porque sou fiel e exijo fidelidade do parceiro.”

Obs2: existe fidelidade em uma relação Poli. Aliás, por mais estranho q possa parecer, costuma ser até mais fiel do que a maioria das relações tidas como “comuns”. Eu explico: o maior motivo de omissões e mentiras em relações padrão é justamente o fato de vc nao querer dar a entender que de alguma forma, acha outras pessoas bonitas ou mesmo interessantes, ou entao, nao querer dar margem para que o outro pense que vc está ionteressado em outro alguem. Como em relações Poli esse medo nao existe, vc pode ser 100% sincero, e assim, o laço emocional acaba sendo mais forte, justamemte porque a insegurança é menor.

=====

“Quando vc apresenta sua mulher a alguém, vc faz como?”

Quando estou namorando (seja “mono” ou “Poli” – digamos que o nome dela seja “Maria”), e vou apresentá-la, simplesmente digo:

“Oi pessoal, essa é a Maria.”
Ponto final.

Se alguém perguntar “vcs tão namorando”, é só confirmar. No caso de pessoas casadas, basta dizer: “não apenas namorando… somos casados”.

Simples assim.

Só o que quero q entendam é que ela não é “minha”. Ela “é ela”, e ponto final. É uma pessoa, e pessoas não são posses. Está ao meu lado porque a faço feliz, e porque ela se sente feliz em me fazer feliz também, e por isso, namoramos. Não por causa de um compromisso social externo a nós, que delimita um monte de regras desadaptadas à felicidade de pessoas reais.

Enfim…

“Se as coisas é que são posses, e as pessoas devem ser amadas, porque as pessoas insistem em amar as coisas, e querer possuir as pessoas?”

=====

“Gente q se diz “liberal” ao extremo…para mim não passam de irresponsáveis. Por isso existem tantos filhos de pais desconhecidos, e tb milhões de doentes contagiosos(DSTs)…”

Pôxa, ofensa não leva a lugar algum. Não fale sobre o que não conhece; não é pq a pessoa é liberal no que tange a tabus sociais, que ela é irresponsável. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Conheço muita gente q segue “direitinho” a cartilha das normas sociais, mas tem um monte de filhos, e engravidou na adolescência. Se vc for parar pra realmente observar, muitos “filhos sem pais” são na verdade de homens casados que se dizem fiéis, e muitas DSTs são transmitidas por pessoas que dizem que preferem ser monogâmicas, mas na verdade traem.

Aliás, a maioria dos namoros termina por causa de traição.

(Uma coisa q eu abomino é traição).

Então… não tenha preconceitos contra um estilo de vida, simplesmente pq ele é diferente do seu, ok?

Muita gente que vive “o modo padrão” faz muito mais besteira, e mente pra si mesmo e pros outros. Sinto que não é o seu caso, mas infelizmente, não é o de muita gente.

PS: eu tbm não sou hipócrita ^^

=====

“Me sinto completamente capaz de ser monogâmico e fiel, mesmo porque amo minha esposa mais que tudo.”

Mas quem está falando que não é sobre amar? Reveja os links… o nome dado foi Poliamor, justamente pra não pensarem que é “curtição” barata.

“Mas que se um homem não consegue, devia simplesmente ser honesto, e dizer a si mesmo e a todos que não quer compromisso e sim diversão.”

Repetindo: quem disse que não é compromisso? Ao contrário, é um compromisso extremamente forte com a felicidade do outro e com a verdade, a ponto de aguentar esse tipo de preconceito aí por parte do resto da sociedade.

Deixo apenas as seguintes perguntas pra vcs:

Espero que um dia parem, e realmente tentem respondê-las, de coração.

- Se você encontrar a pessoa que vc ama, você irá repentinamente parar de se sentir atraído por outras pessoas?

Essa é especialmente para “os homens possessivos” aí em cima. Sejam sinceros consigo mesmos. E as mulheres q estão numa relação já há tempos? O Tom Cruise magicamente deixou de ser bonito & desejável? E as pessoas interessantes pelo conteúdo? Deixaram de ser interessantes?

- Atualmente mais de 50% dos casamentos termina em divórcio. A monogamia é realmente sinônimo de comprometimento? E porque não podemos nos comprometer com mais de uma pessoa?

Casamento não dá comprometimento, um título (“namoro”), não dá comprometimento, nem filho dá comprometimento (embora muita gente infelizmente pense assim). O único compromisso verdadeiro é a disposição de “seguir junto”. Quem tem mais de um amigo sabe que vc pode, sem problemas, se comprometer com a felicidade de mais de uma pessoa, e viver 100% plenamente isso com eles.

- 60% dos homens e 40% das mulheres têm relacionamentos extra-conjugais. Se a monogamia é nosso estado natural porque ela não é fácil?

Essa mostra na prática o quanto a norma social atual é desadaptada da nossa realidade.

É, parece q definitivamente a galera não entendeu .

Deixa pra lá.

=====

Só uma última observação:
No dia que vcs se apaixonarem por duas pessoas diferentes, ao mesmo tempo, e estiverem sofrendo por não conseguir escolher… talvez nesse dia entendam o que estou tentando dizer.

Entendam que tá LONGE de ser “curtição” ou “cafasgestada”.

Entendam que todo mundo (ou MUITA gente) passa por isso, mas sofre, porque está tão cego pelas normas sociais que não consegue entender o que está acontecendo.

E entendam o quanto esse sofrimento não precisava existir.

E como os valores são invertidos: aquele que ama mais de um tem que arracar de si um deles, para satisfazer a mesquinhez, egoísmo, insegurança, e possessividade alheia (como vcs mesmos assumiram). Quer uma analogia? Pense numa mãe, tendo que escolher qual de seus filhos irá ser levado para longe dela permanentemente. Isso sim, é uma violência terrível.

=====

“A minha crítica maior vai mesmo para alguns teóricos de tópico aí, que na minha opinião são apenas teóricos de gabinete em especulações bobinhas. E agir que é bom: nada!”

Bom, como único “aparentemente teórico” presente, penso que talvez vc estivesse se dirigindo a mim.

Se for o caso, cabe ressaltar aqui que “não sou teórico de gabinete” nem nada. Já vivi relações Poliamoristas na prática; a mais importante, no caso, eu tinha duas namoradas (namorada mesmo, não era “ficação sem compromisso”) e tudo deu certo porque todos estavam bem cientes de tudo, e havia veracidade total (na verdade, foram elas que me proporam a situação).

E era baseado em sentimento, em gostar MESMO. Nada de “apenas tesão”.

Assim, digo que funciona com conhecimento de causa, e que esse tipo de relação é bem mais leve do que o modelo “comum”, por N motivos.

“Teóricos” são muitos dos que vêm aqui falar mal de relações Poli, sem nunca terem vivido uma .

E pior: já terem até sofrido por estar em conflito pelo fato de acharem alguem interessante, enquanto estão “amarradas” por uma relação obrigatoriamente monogâmica. Isso sim, é caminho certo pra sofrimento de alguém (ou de muitos), de uma forma ou de outra.

(Bom, se não foi pra mim, Jõao Felipe… desconsidere )

Até ^^

PS: não curto o termo “Relação Aberta” justamente porque ele pressupõe essa história de que as pessoas podem “ficar”, mas nao podem “se apaixonar”. Isso pra mim é só mais uma forma velada de imaturidade emocional, de possessividade, e de insegurança. Por isso, acho mais adequado que quem se interessa pelo assunto, procure pelo termo Poliamor. Facilitará bastante as coisas no dia a dia prático, porque no Poliamor o foco está em saber que é normal vc se interessar emocionalmente por outras pessoas também.

=====

Adendo

“Eternamente responsáveis por aquilo que cativamos” [2]

É exatamente isso!

“Mas a cada dia, aprendo que o que realmente precisamos é termos mais respeito, responsabilidade e não sermos levianos com o coração do outro.”[2]

Colocação Perfeita. Essa é a chave. No Poliamor vc não é leviano com o coração do outro, porque ela nunca mais vai precisar se sentir culpada quando achar outra pessoa bonita, ou atraente. Ela nunca mais vai precisar omitir coisas por pensar que vc “não a entenderá” ou ficará com ciúmes, ou com medo de perdê-la. E por aí vai.

Leviandade é ver seu amado/amada sofrendo por uma escolha terrível que não precisava existir, e vc forçá-la a uma decisão do tipo “fique comigo e sofra ao perder a outra pessoa, ou fique com ela e me perca, porque sou possessivo e egoísta”.

Isso sim é uma puta sacanagem & violência com os sentimentos de quem você diz que ama. Sim, porque quem ama de verdade não vai fazer o outro sofrer por causa de sua inabilidade em lidar com os próprios defeitos e inseguranças.

=====

Pequeno adendo:

“fase de criar vínculos”

E quem disse que não é posssível criar vínculos emocionais fortíssimos, quando se vive uma relação não-obrigatoriamente monogâmica?

É, realmente parece q a galera ainda não entendeu 100% a coisa.

Enfim.

=====

“A não ser que “relacionamento aberto” no qual vc se refere, seja uma relação onde ambos tem um diálogo aberto, sincero, não escondem passado e se aceitam como são.”

Eu defendo Poliamor como um ótimo modelo de “relação aberta” (os outros modelos, como “relação aberta sem compromisso”, ou “pode ficar/beijar/transar mas não pode gostar da pessoa”, costumam ser BEM danosos aos envolvidos)… e por isso, sim, defendo uma relação onde ambos tem um diálogo aberto, verdadeiro, não escondem passado e nem presente e se aceitam como são.

Difícil é encontrar pessoas com maturidade emocional pra viver algo assim, ou pelo menos se dispor a tentar.

A maioria prefere dizer “sou possessivo, inseguro e egoísta sim, e daí?”, e aproveitar que a sociedade enxerga tudo isso como “o normal”, para se manterem nessa postura de “acorrentar” o outro de modo egoísta à suas inseguranças e ciúmes.

Mesmo quando a pessoa está vivendo uma relação profunda, ela não deixa de achar outras pessoas bonitas/interessantes/desejáveis.

Qualquer homem casado, e que ama sua mulher, não deixa de achar bonita ou “gostosa” uma bela mulher.
Qualquer mulher casada, e que ama seu marido, não deixa de achar bonito ou “gostoso” um belo homem.

E o mesmo vale não só pra beleza, mas também para “charme”, e “personalidade interessante” ou “personalidade cativante”.

Sendo assim, os que são hipócritas traem…
e os que não são hipócritas sofrem, ou se auto-enganam.

=====

Peraí, não entendam errado…

“Traição não existe num relacionamento aberto!” -> Trair é desrespeitar o que foi acertado com o outro, é quebrar a confiança de quem está contigo. Num relacionamento aberto, é acertado que vc PODE ficar com outras pessoas (não necessariamente vai, mas pode, caso decida), e por isso, fazer isso NÃO É trair. Ficou claro? ^^

“Para amadurecer, é preciso, em primeiro lugar conhecer-se a si mesmo.” -> Corretíssimo!

“Só pessoas emocionalmente maduras tem condições de assumir um relacionamento deste tipo.” -> Correto também! Mas percebam o seguinte: Pessoas maduras também podem escolher viver um relacionamento “obrigatoriamente monogâmico”, se assim desejarem. Só não costuma ser muito comum, pq pense bem: se vc não sente mais uma necessidade de posse sobre quem vc ama (isso é uma prova de maturidade emocional), e é emocionalmente maduro o suficiente para admitir que sente desejo por outras pessoas… porque motivo iria viver uma relação com exclusividade obrigatória? Não seria mais fácil simplesmente viver com uma única pessoa por escolha, e não por pressão do “modelo” da relação”? (afinal, lembre que numa relação Poliamorista vc não necessariamente vai ficar com mais alguém, mas pode, caso decida).

O ponto-chave dessa afirmação é o seguinte: muita gente que na verdade seria muito feliz vivendo uma relação poliamorista só não a vive porque não tem maturidade emocional suficiente para lidar com seu egoísmo, insegurança, e possessividade. E aí, “escolhe” viver uma relação “comum”, porque teoricamente “é mais fácil”.

Espero que tenha ficado mais claro. ^^

=====

“Mas a partir do momento que você passa a desejar estar com outra pessoa,não acredito como tal que há amor verdadeiro por parte desta.”

***

Exemplo 1:

Você ama seu pai?

Você ama sua mãe?

Se vc mora longe de ambos, por desejar passar um final de semana curtindo um deles, e no outro, com o outro… quer dizer q vc não os ama de verdade?

Exemplo 2 (pra quem tem mais de um melhor amigo):

Você ama seu amigo “A”?

Você ama seu amigo “B”?

Por desejar passar uma tarde com “A”, colocando a conversa em dia e fazendo algo q vcs gostam de fazer juntos, e em outra tarde, com o outro… quer dizer q vc não os ama de verdade?

***

Aqui está a chave da resposta: “mas creio eu que por conta da educação que tive não soube lidar com essa situação” (…)

É pura doutrinação cultural. Além da criação repressora dada pelos pais, coisas aparentemente inócuas como Contos de Fadas da Disney têm MUITA responsabilidade sobre a criação de todo esse “não saber lidar” com os sentimentos humanos conforme estes realmente se apresentam no dia a dia.

=====

“ou esse lance de poliamor possa produzir respeito”

Bom, posso dizer que vc está enganada.

Veracidade e Respeito é a base de qualquer relação Poliamorista.

Apenas sinto muito pois, infelizmente, é bem comum essa visão errônea de que Poliamor é “oba oba”, “pega pega” ou “cafajestada”.

O mais triste é que muita gente segue a monogamia obrigatória não porque realmente se sente como ela diz que deveria (pois afinal, continuam sentido desejo e atração tanto física quanto emocional por outras pessoas), e sim por ter muita insegurança de perder a outra pessoa, além de possessividade & egoísmo para querer tê-la como “sua posse”. O chato é que todo mundo acha essa violência normal.

“As pessoas existem para serem amadas e respeitadas em sua liberdade… e as coisas foram feitas para serem possuídas e utilizadas… porque todo mundo insiste em querer amar as coisas, e possuir as pessoas?”

=====

“As pessoas precisam relacionar-se de modo a imgergir nas relações… formam-se indivíduos incapazes de gerenciar seus sentimentos, incapazes de envolver-se intensamente com o outro… É nesse contexto que devemos encarar as “relações abertas”, pois são padrões sociais produzidos nessa sociedade que promove o individualismo, a competitividade, etc.”

Nada a acrescentar “uma vírgula”. Powtaqueparew, quantas vezes será preciso repetir?
UMA RELAÇÃO POLIAMORISTA PRESSUPÕE VERACIDADE e INTIMIDADE EMOCIONAL.

Vou repetir:


UMA RELAÇÃO POLIAMORISTA PRESSUPÕE VERACIDADE e INTIMIDADE EMOCIONAL.

UMA RELAÇÃO POLIAMORISTA PRESSUPÕE VERACIDADE e INTIMIDADE EMOCIONAL.

UMA RELAÇÃO POLIAMORISTA PRESSUPÕE VERACIDADE e INTIMIDADE EMOCIONAL.

UMA RELAÇÃO POLIAMORISTA PRESSUPÕE VERACIDADE e INTIMIDADE EMOCIONAL.

Então, pelamoredeus PAREM de dizer que “não há compromisso” ou que “é vazio de emoções” ou que é “objetificação do outro” ou “mercantilização do corpo” ou “desvalorizar pessoas”. Pombas, NÃO É.

Está claro?

Obrigado.

=====

“Além disso, gostaria de apontar para o fato de que, por mais que sua argumentação apaixonada tenha concisão, você esqueceu-se de mencionar como e por que chegou a essa conclusão.”

Na verdade, não esqueci. Neste tópico, desde o início – tamanha é a aparente dificuldade das pessoas de compreender realmente o conceito – venho colocando links, análise de fatos, argumentação, e um monte de coisas pra mostrar as pessoas que não estou falando de “achismos”.

“Não acho que você não deva defender a relação poliamorista, apenas acho que precisa expor os fatos e considerações em que baseia seu argumento.”

Uma das principais bases é vivência prática. Já namorei muitas vezes (14 ao todo), e cada namoro durava bastante (só tive um único que durou 3 meses… a média é bem mais alta – de 7 meses a 1 ano ou mais – e já tive uma relação de 3 anos e meio), e não costumo apenas “ficar”; eu me dedico de verdade a quem está a meu lado. Detalhe: sou um cara que efetivamente se preocupa em aprender com seus erros (e os erros dos outros), em suas vivências. Já vivi os dois tipos de relação (Poliamorista, e Monogâmica Obrigatória), e sei muito bem das vantagens e desvantagens de cada uma, na prática.

E como já disse acima, para conhecer uma argumentação completa (não apenas minha, mas também de outras pessoas que vivem relações Poliamoristas), vc pode ver tudo que já postei no tópico, como por exemplo, isso aqui (veja os pontos em azul):

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=623183&tid=2597374501584027609&na=3&nst=21&nid=623183-2597374501584027609-2597747680507787319

Bom, e como sou apenas UMA pessoa, acho melhor remeter vcs a outras fontes de informação sobre o tema. Mas por favor, LEIAM e ENTENDAM, antes de criticar, ok?

O tópico já tem mais de 100 posts, e é cansativo vir aqui e ter sempre q repetir um monte de coisa… então, por favor, primeiro LEIAM os links abaixo com atenção

=====

Poliamor – Links

-> Este aqui é o “mais perfeito” deles; curto, claro, e explica muito bem a coisa.

http://poliamor0.tripod.com/portugues/index.html

(Inclusive, ele inicia com uma das melhores definições que já encontrei: “Poliamor é um tipo de relação em que cada pessoa tem a liberdade de manter mais do que um relacionamento ao mesmo tempo. Não segue a monogamia como modelo de felicidade, o que não implica, porém, a promiscuidade. Não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo facto de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente.”)

-> Este aqui (em dois links) é uma reportagem, e por isso, é mais preocupado em ser “didático” (de um modo que quem nunca ouviu falar da coisa possa ter uma idéia de como é):

http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI1916843-EI4788,00.html

http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI1918157-EI1377,00.html

-> Esse aqui é bem “reto e direto”:

http://www.samila.com.br/kelly/bitch/folheto_poliamor.html

-> Esse aqui é maior (e em inglês), mas tem como vantagem (se houver tempo e disposição pra ler), o fato de ser bem detalhado & realista:

http://www.faqs.org/faqs/polyamory/faq/

Bom… acho que é suficiente pra ter uma visão panorâmica da coisa!

Todos são bem curtos, exceto o último… portanto, LEIAM. Vale a pena, nem que seja pra conhecer a coisa real, ao invés de ficar opinando sobre puros “achismos” e visões pré-concebidas sobre aquilo q vc não conhece. ^^

Felicidades a todos.

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Isso é parte do tópico “relacionamento aberto”, da comunidade “Mulheres com Conteúdo”, copiada em 01 de outubro. Acho que deu pra esclarecer, não deu?

Beijos

Imaculada V. P. Souto