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O machismo foi criado pelas mulheres – parte 7: porque até as feministas são moralistas? (e porque os homens machistas falam igual a sua avó?)

Eso texto en español (sin fotos e peliculas de putaría, en lo Concrete Paradise): El machismo fue creado por las mujeres – parte 7: ¿por qué incluso las feministas son moralistas? (¿y por qué los hombres machistas hablar como tu abuela?), http://avezdoshomens2.wordpress.com/2012/04/30/el-machismo-fue-creado-por-las-mujeres-parte-7/
Eso texto en español (con fotos e peliculas de putaría, en lo Paraíso Tangible): El machismo fue creado por las mujeres – parte 7: ¿por qué incluso las feministas son moralistas? (¿y por qué los hombres machistas hablar como tu abuela?), http://avezdoshomens2.blogspot.com/2012/04/el-machismo-fue-creado-por-las-mujeres.html
This text in English (without sex pics and movies, at Concrete Paradise): Machismo was created by women – part 7: why even feminists are moralistic? (and why the macho males talk like your grandmother?), http://avezdoshomens2.wordpress.com/2012/04/30/machismo-was-created-by-women-part-7/
This text in English (with sex pics and movies, at Paraíso Tangible): Machismo was created by women – part 7: why even feminists are moralistic? (and why the macho males talk like your grandmother?), http://avezdoshomens2.blogspot.com/2012/04/machismo-was-created-by-women-part-7.html
Texto original em português (sem fotos e vídeos de putaria, no A Vez das Mulheres de Verdade): O machismo foi criado pelas mulheres – parte 7: porque até as feministas são moralistas? (e porque os homens machistas falam igual a sua avó?), http://avezdasmulheres.wordpress.com/2012/04/30/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres-parte-7/
Texto original em português (com fotos e vídeos de putaria, no A Vez dos Homens que Prestam): O machismo foi criado pelas mulheres – parte 7: porque até as feministas são moralistas? (e porque os homens machistas falam igual a sua avó?), http://avezdoshomens.blogspot.com/2012/04/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres.html

Imaculada Virgínia Pereira Souto e

Abigail Pereira Aranha

Introdução

Por que antigamente mulher de cabelo solto era considerada devassa? Por que uma mulher sorrir pra um homem significava ela ser galinha? Por que um casal trocar carinho em público era indecente? A lista vai longe. Mas o mais importante: por que as mulheres aceitavam tantas besteiras? E vejam bem, nós estamos dizendo aceitar como quem faz uma opção em troca de vantagens. Vamos explicar por quê.

Tania Nienkotter Rocha, nossa feminazista preferida, também defende a moral e os bons costumes

Castidade antes do casamento resulta relacionamentos felizes

De acordo com estudo, casais que não tiveram relações sexuais antes do casamento acabam tendo relacionamento mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória. O estudo publicado pela revista científica “Journal of Family Psychology”, da Associação Americana de Psicologia, revela que pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamente deram notas 22% mais altas para a estabilidade do seu relacionamento do que os demais. As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores). Mais de duas mil pessoas responderam um questionário online de avaliação de casamento chamado “RELATE”, que incluía perguntas como quando o entrevistado tornou ativo sexualmente no relacionamento. Embora pesquisa foi feita pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.

Fonte:SRZD

http://tanianienkotterrocha.blogspot.com/2010/12/sexo-antes-do-casamento-resulta.html (o blog já está fora do ar)

Tá bom, o texto não é dela. Mas ela só copia o texto no próprio blog, sem comentar nada, então ela deve ter concordado.

Mulheres feministas sobre o machismo

Esta é a receita para ser uma Panicat! Sou bombada, ignorante, sem autoestima e me submeto à todas as humilhações dos machistas tarados.

Da nossa anti-homem preferida, Tania Nienkotter Rocha, “Receita para ser Panicat: ignorante, bombada e com muita celulite”, http://tanianienkotterrocha.blogspot.com/2011/10/receita-para-ser-panicat-ignorante.html

Quando ela se torna uma bela jovem o que essa pobre vitima da ignorância familiar e da sociedade machista brasileira faz? Ela se candidata a musa de alguma idiotice – ou vai dançar com pernas de Ronaldinho Gaucho no programa do Pânico. Socorro! Paro o mundo que eu quero descer!

Ela de novo, Tania Nienkotter Rocha, “Musas e Panicats – Exemplos da ignorância e submissão feminina”, http://tanianienkotterrocha.blogspot.com/2011/09/musas-e-panicats-exemplos-da-ignorancia.html. A gente ia indicar o texto inteiro, mas o blog saiu do ar.

Em minha opinião, legalizar a prostituição é dizer que está certo tratar as mulheres como objectos, como mercadorias que podem ser adquiridas mediante quantias previamente estipuladas. Entender a prostituição como um contrato entre pessoas é despolitizar a prostituição e escamotear que ela é antes de mais e acima de tudo uma questão de poder e uma questão de exploração dos mais fracos pelos mais fortes.

Adília (do Sexismo e Misoginia), “Transformar sexo em trabalho”, http://sexismoemisoginia.blogspot.com/2011/04/transformar-sexo-em-trabalho.html

Àqueles que são a favor da legalização da prostituição, que consideram as prostitutas “trabalhadoras” do sexo, que não veem nada de mais nesse tipo de trabalho – um como qualquer outro – pergunto porque é que não extraem as consequências lógicas desse ponto de vista e não estimulam as suas filhas, irmãs, mães ou até mesmo esposas, a seguirem a carreira?

idem

A cerveja Devassa já enfrentou uns problemas com a CONAR e saiu pagando de mártir da censura com esse vídeo, muito do muquirana. Bom, esse episódio não significou muita coisa pra ninguém, até porque não tocou no problema central do marketing da cerveja: ele se baseia em estereópos femininos racializados, sexualizados e objetificados.

Bárbara Araújo Machado (do Ou Barbárie), “A Devassa e a mulher negra: ‘Só corpo, sem mente’”, http://oubarbarie.wordpress.com/2010/12/15/a-devassa-e-a-mulher-negra-so-corpo-sem-mente/. Negrito no original.

A pornografia me parece ser um instrumento poderoso de brutalização das pessoas e suas relações. Por brutalização eu entendo a destruição da sensibilidade, sobretudo ao que é suave e espontâneo. E a fome, a repressão militar, a prostituição, e a pornografia midiática massiva como uma versão moderna de prostituição em série são as formas de repressão e brutalização centrais sem as quais o Sistema Patriarcal Capitalista Imperialista não se sustentaria. Para que aceitemos ser dominad@s, para que sejamos simplesmente ordenad@s a qualquer coisa, especialmente as injustas, sem ter a natural reação de resistência, é preciso que nos sintamos doentes, fracos, incapazes ou simplesmente que achemos natural sofrer injustiça e violência contra o que nos é belo ou importante, contra o que acreditamos, contra o que somos e queremos ser e construir.

“Manifesto Antipornografia”, http://pt.scribd.com/doc/7276117/Manifesto-Antipornografia ou http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=29724369

A turma da Central Masculinista e alguns machistas sobre família e valores tradicionais (ou falta deles)

Acreditam piamente que costumes de 5 mil anos devem ser abolidos do dia para a noite porque elas concluíram que isso não era bom para as mulheres e para todo o resto da Humanidade. Querem provar coisas de ordem biológica estudando apenas história e sociologia.

Lobo Sagrado, “Os três tipos de feministas”, http://lobosagrado.blogspot.com/2011/09/os-tres-tipos-de-feministas.html

O Lobo Sagrado disse que é agnóstico. Então, quando a gente disse que os machistas são religiosos, no caso dele a gente estava meio certa, hehehehe.

No Brasil por exemplo, as mulheres tem toda a liberdade do mundo. Toda a liberdade pra mostrar a bunda na praia, no carnaval, seminuas, ou totalmente nuas em revistas masculinas. Não importa se solteiras ou casadas, mães, elas podem. Tem toda a liberdade de dar pra quem quiserem, liberdade sexual, total liberdade para estudar, trabalhar, ir e fazer o que quiserem. A cultura mudou muito graças a revoluções sociais e sexuais entre os anos 50 e 60. As mulheres do ocidente não são mais submissas a pais, nem maridos e muito menos filhos. As muçulmanas são.

Daniel Coelho, “Mulher Submissa, Vítima do Machismo”, http://www.coelhovoador.net/filosofia/html/20100112MulherSubmissa.html

O termo periguete designa aquelas mulheres que estão por volta de seus trinta e poucos anos (28-34) e que não conseguiram prender um macho alfa provedor durante sua carreira sexual promiscua exercida na juventude e agora no final de sua carreira que termina com a beleza de seu corpo tentam a todo custo prender machos que possuam potencial provedorismo, que possam sustentá-las e até formar família.

(…) Estes é um dos efeitos colaterais do feminismo e sua política de liberdade sexual desenfreada anti-família e religião.

Minerim (do Mulher Gosta é de Homem Babaca), “O Brasil é a nação das Periguetes!!!”, http://mghb.homenshonrados.com/2011/10/o-brasil-e-nacao-das-periguetes.html

Havendo rejeitado a única ideologia que poderia de forma segura lutar contra a perversão sexual, a Europa acomoda a prostituição.

Marxismo Cultural, “Decadência: Boxes para prostitutas ‘trabalharem’ com mais privacidade”, http://omarxismocultural.blogspot.com/2011/10/decadencia-boxes-para-prostitutas.html

DP é uma das coisas mais degradantes pra um homem saber.

Vão agora num site pornô e vejam O QUE É Dupla penetração. É EXTREMAMENTE humilhante.

“[Dúvida] Esse caso deve ser perdoado?”, citado em Mulher Gosta é de Homem Babaca, http://mghb.homenshonrados.com/2011/12/incentive-mulher-falar-merda-nao-meta.html

Por que feministas e machistas têm a moral e os bons costumes em comum

A experiência mostra que se os dois inimigos numa guerra ou os dois adversários num debate concordam ou se parecem muito em alguma coisa, convém desconfiar. Como já dissemos no nosso texto sobre Dialética, a tese e a antítese sempre chutam a verdade fora.

Dizem os feministas (homens e mulheres) que o machismo reprime a sexualidade das mulheres. Tá bom, então porque o Catolicismo que mandava bruxas à fogueira, segundo algumas feministas para reprimir a sexualidade feminina, tem hoje mais de um bilhão de adeptos? E o Islamismo que apedreja até mulheres vítimas de estupro tem outro bilhão e poucos? Podemos dizer com segurança que duas de cada cinco mulheres do mundo são católicas ou muçulmanas. E por que nem as feministas lésbicas são ateias? O maior problema de Deus ou Allah é ser homem? Sobre isso a gente fala na parte 6.

Mas não deviam ser só os homens machistas que deviam repudiar as mulheres que viram mais de um pau na vida? Será que as mulheres amam o moralismo? Sim! Por quê?

Pra começar, moralismo é até um nome errado. Moral é a honestidade, o altruísmo, a simpatia, etc. Moralismo não devia ser um nome pra horror a orgasmo de feiosas analfabetas beatas. E a grande maioria das mulheres além de feias são sórdidas, hipócritas, covardes, pouco inteligentes e pobres de conteúdo. Então surgem as sociedades tradicionalistas. As piores mulheres sempre lucraram com o que é chamado de “moral e bons costumes”, ou tantas mulheres não teriam suportado tudo por séculos. Vamos ver?

  1. Onde a moral é horror a pica, algumas ideias curtas, aceitar sem nem pensar em fazer perguntas algumas fantasias e alguns trejeitos para marcar a aparência, qualquer mulher burra, fútil, analfabeta, pobre, covarde, frustrada, frígida e FEIA pode ser “correta”.
  2. Poucas mulheres foram impedidas de fazer algo que realmente queriam muito. Ah, mas até trabalhar fora era coisa de piranha. Ora, poucas mulheres que realmente se interessavam, por exemplo, por mecânica de automóvel pensavam em trocar um marido que ganhava pra sustentar ela e os filhos pela vocação.
  3. Ah, mas a mulher também não podia nem sair pra rua sozinha, ou mal pode ir na casa de um amigo homem hoje sem o povo ficar falando. Veja bem que até hoje nos países decentes muitas mulheres têm pouco contato com os homens enquanto está num relacionamento deprimente com um tosco qualquer porque fazem uma OPÇÃO. Existem muito mais homens amáveis do que as mulheres dizem. Quando um homem quer se aproximar, ela mesma fala do cretino para afastar o pobre homem.
  4. Ah, e as mulheres mal conversavam com um homem que não o marido não só porque não existia exame de DNA como porque era útil não levantar suspeitas da sua “moral”. A vida era dura, e as mulheres só se interessaram pelo mercado de trabalho depois de alguns confortos e direitos trabalhistas conquistados pelos homens.
  5. Era muito difícil um homem ter contato com qualquer mulher que não fosse esposa ou da família. Coisa muito interessante para uma mulher desagradável. Com isso, qualquer mulher conseguia se casar e cada homem se casava com qualquer mulher de quem pudesse chegar perto.
  6. Já houve tempo em que se dizia que ser atriz, por exemplo, era coisa de puta? Sim. Mas que coisa seria melhor para uma porca invejosa do que se toda mulher bonita e famosa fosse uma coisa que para ela (e para todos) é um defeito?
  7. Cabelo solto ser coisa de devassa? A mulher ocidental de hoje que supervaloriza a beleza cuida primeiro do quê? Do cabelo. O cabelo é a moldura do rosto. Para uma mulher que além de vazia, feia e desagradável é pobre, uma cultura onde uma bela mulher com um belo cabelo solto é indecente é uma boa oportunidade para não parecer frustrada e invejosa.
  8. Já houve tempo em que casal trocar carinho em público era considerado indecente. Até hoje tem bares com placas proibindo. Ora, os casais daquela época eram muito infelizes, eles nem mesmo se escolhiam. Um homem e uma mulher que gostavam da companhia um do outro era uma fumaça nos olhos.
  9. Por que as mulheres feministas não falam sobre a situação da mulher nos países islâmicos? Quando vimos relatos de assassinatos de mulheres em países islâmicos ou em comunidades islâmicas com algum comentário foi sempre em blogs masculinistas ou mesmo machistas. Será que elas também acham que a mulher está protegida e amada no Islã, como o Daniel Coelho disse no texto acima (em outro trecho)? Parece que sim. A vida no Oriente Médio é pior que a vida rural aqui. Se as nossas heroínas queimadoras de sutiã do Ocidente não querem ser caminhoneiras, mecânicas, pedreiras, imagine se as mulheres de lá vão querer sair da terrível opressão do marido ou do pai pra pegar a vida dura no ar seco e no sol de 40, 50 graus. Deixa os homens trabalhando duro pra sustentar algumas esposas e dezenas de filhos. A não ser, claro, para os ricaços, que aliás podem ter várias mulheres. Você está vendo como todo aquele não-me-toques é útil para as mulheres?
  10. E por que as mulheres no buraco do Jardim de Alá sofrem a terrível opressão de andarem cobertas do pescoço pra baixo e pelo menos de véu na cabeça pra não mostrar os cabelos e sem poder sequer olhar para um homem? Ora, as mulheres lá são horrorosas, a maioria analfabetas e usam essa cobertura para se protegerem umas das outras e principalmente proteger os seus maridos das gostosas. Faz sentido pra você?
  11. Quando as mulheres feministas falam em sexualidade, é pra condenar o estupro, defender o aborto, até pra defender o lesbianismo. E para elas, a mulher que considera que o normal é a heterossexualidade é homofóbica, mesmo que não odeie homossexuais nem apoie a violência contra homossexuais. Mas elas nunca defenderam métodos anticoncepcionais (até boicotam a pílula masculina) e nunca defenderam a vida sexual não-monogâmica para a mulher (liberação sexual pra elas é lesbianismo e aborto). Mulher que come com dois ou três pauzinhos ou que está com um homem que presta hoje e outro amanhã (tipo Imaculada e Abigail) são mais odiadas e chamadas de vadias por outras mulheres do que pelos homens.
  12. Prostituição e pornografia nem se fala. Ainda vamos falar mais a respeito. Mas até aquelas cenas de novela em que o casal se beija e aparece na cama debaixo dos lençóis seria pornografia há algumas décadas atrás (mesmo hoje tem uns pica mole dizendo que isto é pornografia). Pra encurtar: era o que a mulher comum não tinha interesse ou coragem de fazer sexualmente que determinava a “pornografia”, e não o contrário.
  13. Prostituição e pornografia, por que nas sociedades mais machistas elas são MAIS combatidas, até com prisão ou pena de morte? Falamos disso na parte 4 (no A Vez das Mulheres de Verdade e no A Vez dos Homens que Prestam). E por que as feministas também combatem a prostituição e a pornografia, às vezes com discurso muito parecido com sermão de igreja de analfabetos? Porque geralmente mulher pra aparecer pelada tem que ser bonita ou gostosa, e as feministas e as mulheres “moralistas” além de antipáticas ou no mínimo vazias são feias. Ou seja: é pura INVEJA de uma mulher que tem ALGUMA COISA agradável.
  14. Nas sociedades “moralistas” também se leva os mais velhos muito a sério. Valorizar um idoso só por ser idoso só pode ser conveniente para pessoas decadentes, ignorantes e ridículas. Quem é sábio, sereno, inteligente pode ser valorizado por essas qualidades, não pelos cabelos brancos. Quando os pais ensinam os filhos a fazer reverência a qualquer palhaço com rugas, estão pensando neles mesmos quando forem decadentes, lentos, doentes e infelizes.
  15. Combater o ateísmo ou até uma fé mais vacilante é fundamental. Associar o crime, a maldade, sacrifícios humanos ao ateísmo é muito cômodo para quem já está acostumado a acreditar no que nunca foi provado. Porque a ordem é a destruição ou o isolamento de quem consegue no mínimo ter coragem de pensar.
  16. E por que as mulheres bonitas não nadam contra a maré? Algumas até fazem algumas coisas fora do padrão, mas nada de soltar um pé na cara da sociedade hipócrita e besta. Porque se toda essa porcaria é para beneficiar mulheres pobres de espírito, elas mesmas podem ser pobres de espírito e de inteligência. Não é que toda mulher bonita ou atraente é fútil e burra, mas até hoje uma mulher bonita ou com um corpo razoável (às vezes nem isso, tem só um peito ou uma bunda maior) pode sair pra rua com uma roupa curta, decotada ou colada e ser olhada, bajulada por dezenas de paspalhos. Às vezes uma feiosa frustrada que se esforça nos estudos é mais digna que uma beldade. Uma mulher tentar uma revolução contra a estupidez religiosa e antissexual, só com muito caráter.

Uma sociedade “moralista” atendia ou atende muito bem as mulheres pobres, feias, burras, analfabetas, alienadas e principalmente com aversão a piroca, e também é um instrumento para praticar a inveja, a mediocridade, a intimidação e a busca da infelicidade dos outros. Mas toda essa inveja e mediocridade não vinha só das mulheres horrorosas. Vinha dos homens também.

Os homens das sociedades machistas de antigamente eram geralmente com pouca instrução ou analfabetos, casados com mulheres sem atrativos que eles não escolheram. Fora isso, eram educados pelas mães machistas, em uma sociedade limitada de informações e visões de mundo permitidas. Os homens machistas TENTAM ser “moralistas” porque foram educados e traumatizados pelas mãezinhas e não têm grandeza para enfrentar ou mesmo pensar sobre o moralismo lésbico, e os homens que o fazem são discriminados ou mortos, conforme o lugar.

Tem mais: os pais têm menos frescuras moralistas que as mães. Homens machistas podem ser estúpidos, mas são hipócritas. Afinal, eles gostam de mulher, principalmente mulheres com meia dúzia de qualidades que podem ser físicas ou não. É às mulheres medíocres que o “moralismo” interessa.

Você já parou pra procurar sentido em homens que leem Playboy com 13 anos combatendo a pornografia quando crescem? Você já parou pra procurar sentido em homens que chegam aos 13 anos querendo meter combatendo a prostituição quando crescem? Você já parou pra procurar sentido em homens ESTUPRANDO ÉGUAS em uma sociedade que eles puderam construir do jeito deles? Nós tentamos, e percebemos que mais esquisito que um oprimido colaborando para a própria opressão é um opressor que faz uma opressão onde ele mais perde do que ganha.

Como disse Mencken: “O puritano é aquele que vive desconfiado de que alguém, em algum lugar, está feliz. Os imorais são aqueles que estão se divertindo mais do que nós”. A cara de prazer dói nos olhos dessas bestas.

A série “O machismo foi criado pelas mulheres” no A Vez das Mulheres de Verdade (sem putaria)

A série “O machismo foi criado pelas mulheres” no A Vez dos Homens que Prestam (com putaria)

Política de comentários do A Vez das Mulheres de Verdade e do A Vez dos Homens que Prestam
Já conhece o nosso Manifesto dos Homens que Prestam e o nosso Manifesto das Mulheres de Verdade?
O blog A Vez das Mulheres está em http://avezdasmulheres.thumblogger.com/ (com fotos de safadeza) e http://avezdasmulheres.wordpress.com/ (sem fotos de safadeza).
Grupo A Vez das Mulheres (discussões e fotos de sexo hétero e homens nus):
http://groups.google.com/group/saindodalinha2 (para não-membros do A Vez das Mulheres)
http://groups.google.com/group/avezdasmulheres
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Blog A Vez dos Homens que Prestam (sobre homens que prestam e canalhices femininas):
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Grupo A Vez dos Homens que Prestam:
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Fórum Paraíso Concreto:
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O machismo foi criado pelas mulheres – parte 6: se as religiões são machistas, por que até hoje as mulheres são minoria entre os não-religiosos?

Revisado em 02/11. Versão para imprimir aqui.



Eso texto en español (sin fotos e peliculas de putaría): El machismo fue creado por las mujeres – Parte 6: Si las religiones son machistas, ¿por qué hasta hoy las mujeres son una minoría entre los no religiosos?, http://avezdoshomens2.wordpress.com/2011/10/30/el-machismo-fue-creado-por-las-mujeres-parte-6/ o http://avezdoshomens2.blogspot.com/2011/10/el-machismo-fue-creado-por-las-mujeres.html
This text in English (without sex pics and movies, at Paraíso Concreto): Machismo was created by women – Part 6: If religions are macho, why even today women are a minority among non-religious?, http://paraisoconcreto.blogspot.com/2011/10/machismo-was-created-by-women-part-6-if.html
Texto original em português (sem fotos e vídeos de putaria): O machismo foi criado pelas mulheres – parte 6: se as religiões são machistas, por que até hoje as mulheres são minoria entre os não-religiosos?, http://avezdasmulheres.wordpress.com/2011/10/30/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres-parte-6/ ou http://avezdoshomens.blogspot.com/2011/10/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres.html


Imaculada Virgínia Pereira Souto e


Abigail Pereira Aranha


Vamos começar com um texto feminazista



Religião: os homens usam Deus para submeter as mulheres


Por milhares de anos a mulher viveu na sombra do homem, assistindo ao desenrolar da história humana, sem poder participar, sem ser consultada e respeitada. Foi usada como mercadoria, comprada, vendida, violentada, assassinada e subjugada segundo os interesses determinados pelos poderosos homens. Não houve, por parte dos homens, pudor ou piedade em cometer tantas atrocidades com um ser da sua espécie, sendo a mulher submetida às suas vontades a qualquer preço. Em muitos países, ainda hoje, uma vaca, um cavalo ou um camelo valem mais do que a vida de uma mulher. A crueldade e o descaso com o sofrimento das mulheres é revoltante, repugnante e não é somente a submissão imposta pelos homens às mulheres que é revoltante. É, principalmente, a rua sem saída que as religiões deixam à mulher, pois sem poder confiar num Deus benevolente, em quem pode confiar? Sem apoio do marido, do pai e sem poder contar com as leis, a mulher se entrega com toda a fé a um Deus. Ela busca na fé força para suportar as violências, os maus tratos, as humilhações que tanto a faz sofrer. Ela se entrega de corpo e alma a este Deus e pede compaixão. Confia na sua bondade e benevolência, seja ele muçulmano, protestante, católico, hindu, judaico, enfim, é sempre um Deus. E é justamente aí que a mulher encontrará a rua sem saída para a sua vida espiritual: em todas as religiões, as interpretações feitas das mensagens divinas, obedecem a padrões estritamente masculinos e voltados a interesses masculinos. Todas as principais religiões do mundo são patriarcais e a mulher é usada por esse “Deus” não para aliviar o seu sofrimento, mas para perpetuar a supremacia do homem sobre a mulher. Ela não encontrará o alivio que procura; encontrará somente o que os homens decidiram que deverá receber no campo espiritual. E no campo espiritual, as mulheres, em todas religiões, não possuem papéis de grande importância. Isto ocorre porque o homem se considera o mais forte não só fisicamente, mas também espiritualmente. A prova disso é que se conhecem poucas “Deusas”, e somente em religiões orientais, mas sempre abaixo dos poderes supremos de um Deus-Homem maior. “Deuses” encontramos em todas as religiões ocidentais, que têm como princípio servir o interesse de quem as criou: os homens. Não existe nenhuma religião de importância no mundo, fundada ou comandada por mulheres. O “Deus” em todas as religiões foi idealizado por homens, visualizado por eles que também são os merecedores de receberem as profecias ou mensagens do além. Os homens manipulam há milhares de anos o campo religioso, para obterem dinheiro fácil, prestigio sócia e poder. Religião é sinônimo de poder. E o poder de usar um Deus em proveito próprio, os homens manipulam com maestria. Mas paradoxalmente são as mulheres que mantém com sua fé todas as religiões do mundo. E é interessante observar como elas não são ouvidas e muito menos consideradas. São consideradas somente como crentes de um Deus, sem algum poder. Aos homens cabe o poder e a manipulação das religiões usando uma divindade como escudo ao abuso de poder. Na última década, se observa o radicalismo, o fanatismo e o fundamentalismo retornando a quase todas as religiões deste planeta. Qual seria o motivo deste retrocesso espiritual e filosófico? Bem, de base filosófica e espiritual não tem absolutamente nada que o justifique. O que causou este retrocesso foi simplesmente à saída da mulher para o trabalho, para a universidade, para as fábricas, para o comercio, enfim, para a vida. Segundo os olhos dos guardiões da fé humana de algumas religiões deste planeta, tanta liberdade era e é inadmissível. E com a necessidade de controlar os passos da mulher, eles as aprisionam novamente como a mil anos atrás. O retrocesso foi e está sendo total. Mas o mais trágico e cômico de todo este absurdo religioso é que é tudo feito sempre em nome de um DEUS!


De Tania Nienkotter Rocha – Livro: Sexo sem Nexo


http://tanianienkotterrocha.blogspot.com/2009/10/religiao-os-homens-usam-deus-para.html



As possíveis explicações feministas não vão dar a resposta de por que as mulheres são religiosas


A conversa da srta. Tânia está muito boa, mas tem uma coisa que ela falou e não respondeu:



São as mulheres que mantém com sua fé todas as religiões do mundo



Por que, ó Deus? (Ih, falamos até nome feio) Possíveis explicações lesbofeministas:



  1. Pressão social, principalmente sobre as mulheres

  2. Pressão dos maridos sobre as esposas

  3. As mulheres eram dependentes dos homens economicamente

  4. As mulheres não poderiam conseguir um marido ou uma fonte de renda sem estar casadas se não mostrassem que seguem a religião rigorosamente


Será que esquecemos alguma? Todas essas hipóteses fazem sentido, e têm até alguma coisa de verdade, mas não explicam. Porque as mulheres sempre criaram os filhos, pelo menos até uma ou duas gerações. E educavam os filhos sem os pais por perto. Enquanto o marido estava ganhando o pão de cada dia, ou na farra com outros homens rodeados de vadias, elas, as mães, estavam sozinhas com os filhos. Exatamente porque elas eram oprimidas é que elas deviam ensinar os filhos a ficar longe de religião, assim como de todo o machismo. E por que metade da humanidade, ou dez por cento dessa metade não disse pra si mesma: “não quero que a minha filha passe pelo que eu estou passando, eu vou educar o meu filho homem para respeitar as mulheres e a minha filha mulher a não ser machista nem se casar com um homem machista”? Qualquer religião e todo o machismo poderia acabar em talvez 3 ou 4 gerações no máximo. Mas não, cada geração de mães criou outra geração de mulheres sonsas e homens imbecis.


As hipóteses 3 e 4 até poderiam explicar por que as mulheres se submetem à religião machista dos homens. Mas vamos provar que não, usando o Censo 2000 do Brasil. Você pode conferir em http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2000/populacao/religiao_Censo2000.pdf. Nós fizemos uma planilha usando esses dados. E como você vai ver na pesquisa e já deve ter visto no dia-a-dia, cerca de três quartos da população, e das mulheres, são católicos romanos. É, aquela religião que queimava bruxas pra reprimir as mulheres. E no mundo, juntando o catolicismo que queimava mulheres e o islamismo que apedreja mulheres, temos quase a metade das mulheres do mundo. Como é que se explica isso acontecendo hoje?


Tabela de percentuais de sem religião baseada na “Tabela 1.3.1 – População residente, por sexo e situação do domicílio, segundo a religião – Brasil” do Censo 2000 do Brasil


Percentual geral: 7,35%







































































Total geralpercentual dos homens em relaçãoà população4,44%
ao total de sem religião60,36%
ao total de homens9,02%
percentual das mulheres em relaçãoà população2,91%
ao total de sem religião39,64%
ao total de mulheres5,74%
Zona urbanapercentual dos homens em relaçãoà população urbana4,76%
aos sem religião na zona urbana60,22%
aos sem religião em geral52,52%
ao total de homens na zona urbana9,81%
ao total de homens sem religião87,01%
percentual das mulheres em relaçãoà população urbana3,14%
aos sem religião na zona urbana39,78%
aos sem religião em geral34,70%
ao total de mulheres na zona urbana6,10%
ao total de mulheres sem religião87,54%
Zona ruralpercentual dos homens em relaçãoà população rural3,07%
aos sem religião na zona rural61,36%
aos sem religião em geral7,84%
ao total de homens na zona rural5,85%
ao total de homens sem religião12,99%
percentual das mulheres em relaçãoà população rural1,93%
aos sem religião na zona rural38,64%
aos sem religião em geral4,94%
ao total de mulheres na zona rural4,06%
ao total de mulheres sem religião12,46%

Conclusão: mulheres são minoria entre os sem religião. E no geral, 9,02% dos homens e 5,74% das mulheres se declararam sem religião. E mais: os homens católicos romanos são 74,04% dos homens e as mulheres católicas romanas são 73,12% das mulheres. Os únicos grupos em que o percentual de mulheres no grupo em relação ao total de mulheres na população é menor que o percentual de homens no grupo em relação ao total de homens na população são o catolicismo romano, os dos sem religião e o dos sem declaração de religião. E será que as mulheres são religiosas pela baixa escolaridade? Não. Vamos ver outra tabela.


Tabela de percentuais de sem religião baseada na “Tabela 1.3.7 – Pessoas de 15 anos ou mais de idade, por religião, segundo o sexo e os grupos de anos de estudo – Brasil” do Censo 2000 do Brasil














































































Sem religião – percentual em relação
à faixa de tempo de estudoaos sem religiãoao total de homens / mulheres sem religiãoao total de homens / mulheres na faixa de tempo de estudo
Sem instrução e menos de 1 ano7,59%12,49%--
1 a 3 anos6,98%15,95%--
4 a 7 anos7,59%33,74%--
8 a 10 anos7,15%17,59%--
11 a 14 anos5,95%14,74%--
15 anos ou mais6,66%4,66%--
Não determinados6,31%0,83%--
Homens4,50%63,63%-9,26%
Sem instrução e menos de 1 ano4,91%8,07%12,68%10,14%
1 a 3 anos4,70%10,75%16,90%9,22%
4 a 7 anos4,93%21,93%34,46%9,87%
8 a 10 anos4,37%10,75%16,90%9,05%
11 a 14 anos3,53%8,75%13,75%7,95%
15 anos ou mais4,09%2,86%4,49%8,65%
Não determinados3,95%0,52%0,81%7,76%
Mulheres2,57%36,37%-5,00%
Sem instrução e menos de 1 ano2,68%4,42%12,14%5,20%
1 a 3 anos2,28%5,20%14,30%4,65%
4 a 7 anos2,66%11,81%32,48%5,31%
8 a 10 anos2,78%6,84%18,81%5,38%
11 a 14 anos2,42%5,99%16,48%4,35%
15 anos ou mais2,57%1,80%4,95%4,88%
Não determinados2,36%0,31%0,85%4,80%

Conclusão: mulheres têm quase duas vezes menos chance de ser sem religião do que um homem com o mesmo tempo de estudo. São mais de duas vezes menos mulheres sem religião com mais de 14 anos de estudo que com menos de 1 (está certo, homens também). E será que as mulheres são religiosas pela dependência econômica? Não, de novo. Vamos ver outra tabela.


Tabela de percentuais de sem religião baseada na “Tabela 1.3.9 – Pessoas de 10 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, por religião, segundo o sexo e a posição na ocupação no trabalho principal – Brasil” do Censo 2000 do Brasil



























































Sem religião – percentual em relação
ao tipo de ocupaçãoaos sem religiãoao total de homens / mulheres sem religiãoao total de homens / mulheres no tipo de ocupação
Empregados (2)7,75%70,49%--
Empregadores5,88%2,32%--
Conta-própria7,35%23,56%--
Não remunerados em ajuda a membro do domicílio3,44%1,87%--
Trabalhadores na produção para o próprio consumo4,17%1,77%--
Homens5,46%74,62%-8,78%
Empregados (2)5,55%50,41%67,56%9,51%
Empregadores4,87%1,92%2,58%6,56%
Conta-própria6,14%19,66%26,34%8,35%
Não remunerados em ajuda a membro do domicílio2,24%1,22%1,63%4,68%
Trabalhadores na produção para o próprio consumo3,33%1,41%1,89%4,81%
Mulheres1,86%25,38%-4,92%
Empregados (2)2,21%20,07%79,08%5,30%
Empregadores1,00%0,40%1,56%3,90%
Conta-própria1,22%3,90%15,37%4,59%
Não remunerados em ajuda a membro do domicílio1,21%0,65%2,58%2,31%
Trabalhadores na produção para o próprio consumo0,85%0,36%1,41%2,75%

(2) Inclusive os trabalhadores domésticos e os aprendizes ou estagiários sem remuneração


Conclusão: mulheres têm cerca de duas vezes menos chance de ser sem religião do que um homem com o mesmo tipo de ocupação. 79,08% das mulheres sem religião são empregadas, percentual até maior que o dos homens (67,56%). Mas, por exemplo, as mulheres empregadoras são menos que as que trabalham sem remuneração ajudando membro da família, o contrário do que acontece com os homens. E o percentual de mulheres sem religião que trabalham em relação à população que trabalha (25,38%) é ainda menor que o percentual de mulheres entre os sem religião em geral (39,64%). E será que não é o tipo de ocupação, mas a renda? Não, de novo. Vamos ver outra tabela.


Tabela de percentuais de sem religião baseada na “Tabela 1.3.10 – Pessoas de 10 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, por religião, segundo o sexo e as classes de rendimento nominal mensal de todos os trabalhos – Brasil” do Censo 2000 do Brasil

















































































































Sem religião – percentual em relação
total (sem religião)à classe de rendimento (salário mínimo) (1)ao grupoao total de homens / mulheres do grupoao total de homens / mulheres na classe de rendimento
Até 1/2231.6616,45%4,82%--
Mais de 1/2 a 1894.6747,63%18,62%--
Mais de 1 a 21.353.3638,10%28,16%--
Mais de 2 a 3648.8857,85%13,50%--
Mais de 3 a 5631.8317,54%13,15%--
Mais de 5 a 10497.1026,83%10,34%--
Mais de 10 a 15128.6366,99%2,68%--
Mais de 15 a 2086.9857,28%1,81%--
Mais de 20 a 3055.0798,02%1,15%--
Mais de 3076.4388,11%1,59%--
Sem rendimento (3)201.3354,02%4,19%--
Homens3.586.1795,46%74,62%-8,78%
Até 1/2149.2164,15%3,10%4,16%8,09%
Mais de 1/2 a 1605.5845,16%12,60%16,89%9,44%
Mais de 1 a 2994.8805,95%20,70%27,74%9,97%
Mais de 2 a 3509.4016,16%10,60%14,20%9,44%
Mais de 3 a 5516.3356,16%10,74%14,40%8,78%
Mais de 5 a 10396.2975,45%8,25%11,05%7,85%
Mais de 10 a 1596.9545,26%2,02%2,70%7,58%
Mais de 15 a 2067.4675,64%1,40%1,88%7,75%
Mais de 20 a 3042.6336,21%0,89%1,19%8,30%
Mais de 3063.8696,78%1,33%1,78%8,31%
Sem rendimento (3)143.5422,86%2,99%4,00%5,03%
Mulheres1.219.8111,86%25,38%-4,92%
Até 1/282.4452,29%1,72%6,76%4,71%
Mais de 1/2 a 1289.0902,46%6,02%23,70%5,44%
Mais de 1 a 2358.4842,15%7,46%29,39%5,33%
Mais de 2 a 3139.4841,69%2,90%11,43%4,86%
Mais de 3 a 5115.4961,38%2,40%9,47%4,63%
Mais de 5 a 10100.8051,39%2,10%8,26%4,53%
Mais de 10 a 1531.6811,72%0,66%2,60%5,64%
Mais de 15 a 2019.5181,63%0,41%1,60%6,02%
Mais de 20 a 3012.4461,81%0,26%1,02%7,21%
Mais de 3012.5691,33%0,26%1,03%7,21%
Sem rendimento (3)57.7931,15%1,20%4,74%2,68%

(1) Salário mínimo utilizado: R$ 151,00. (3) Inclusive as pessoas que receberam somente em benefícios


Conclusão: uma mulher tem menos chance de ser sem religião do que um homem com a mesma renda. O percentual de mulheres sem religião por faixa de renda em relação ao total sem religião é maior que para os homens até 2 salários mínimos. Quase 60% das mulheres sem religião ganha até 2 salários mínimos. Os homens sem religião que ganham até 2 salários mínimos não chegam a 50%. Se mulheres seguissem uma religião por pressão do marido ou porque moram em cidades machistas, principalmente cidades pequenas, seria de se esperar o contrário. E mais: são menos mulheres sem religião com mais de 15 salários mínimos do que sem rendimento (está certo, com os homens também é quase isso).


Mais uma tentativa. Será que as mulheres sem religião costumam ser casadas com homens sem religião, e foram influenciadas (e amparadas) por eles? Que isso acontece, acontece. Mas não parece que isso explica tanta diferença. Porque os homens sem religião casados com as mulheres sem religião deveriam ser os que ganham mais de 3 salários mínimos. E os outros homens, que são metade dos sem religião, são solteiros ou separados? Meio difícil. E as mulheres ricas, são esposas de homens ricos? Hoje em dia, nem tanto. E os percentuais de mulheres sem religião em relação às mulheres na mesma faixa de rendimento são todos menores que todos os percentuais de homens sem religião em relação aos homens na mesma faixa de rendimento.


Então, quando as mulheres têm mais autonomia elas ficam mais religiosas, e não menos? Agora ficou difícil, né? Bom, agora vamos parar de enrolar e tentar dar uma resposta.


A religião é irracional


Fofinho, se você acredita em Deus, não fique chateado. A gente também tem amigos muito queridos religiosos e que gostam da Cláudia Leite, hehehehe. Só que religião é o maior absurdo que a humanidade inventou. Até fizeram uma piada dizendo que Deus tem todas as características de coisas que não existe: incorpóreo, imaterial, invisível,… O Deus justo é uma farsa. Prova disso é que não houve nada que a humanidade conseguiu de decente sem lutar contra quem se dizia representante dele. Aí, o Deus sábio também vai pro ralo.


E como as mulheres pobres de espírito odeiam a verdade, não só sobre elas mesmas, odeiam a Lógica e a Ciência (a não ser quando convém). Uma mulher pode até ser cientista ou “pensadora”, mas geralmente é mais pelo status que pelo amor à Ciência e à verdade. Quem já participou de um fórum onde participa um masculinista (não é nem necessariamente fórum sobre feminismo ou masculinismo) já viu que a participação das mulheres quase sempre é lamentável, quando uma mulher responde ao masculinista raramente não é pra citar uma informação questionável ou mal interpretada ou fazer ataque pessoal. Já reparou como pra elas é maravilhoso o que “a Ciência não explica”?


Mas isso ainda é pouco pra explicar.


A mulher acha mesmo a religião machista opressora tão ruim assim?


A gente reconhece que escreveu o estudo bíblico “A Bíblia e a violência contra a mulher” no blog velho (texto “Violência doméstica e por que é tão difícil encontrar um homem sério”, publicado em 07/04/2007, em http://www.grupos.com.br/blog/a-vez-das-mulheres/permalink/13439.html). Este estudo também foi publicado separado na página do João de Freitas (http://joaodefreitas.com.br/a-biblia-e-a-mulher.htm, obrigada, fofo). A gente pensava a mesma coisa que muita gente honesta pensa, que a religião era opressão dos homens CAFAJESTES contra as mulheres (engraçado que você não pode falar que todo preto é bandido sem arriscar uma cadeia por racismo, mas pode se referir aos homens assassinos, espancadores, estupradores como OS HOMENS). E não é. A gente até fala desse e de outros enganos da dona Imaculada Virgínia (ainda no tempo em que ela usava o sobrenome de casada, Souto Aranha) na parte 2 desta série. Vamos até começar por um trechinho desse estudo mesmo.



Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor. Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. (Efésios 5: 22 a 24) Efésios 5: 25 a 32 fala pros maridos amarem as suas mulheres, como Cristo amou a igreja. Mas por favor, compare a igreja cheia de homens pecadores com o majestoso, todo-poderoso Jesus Cristo, o Filho de Deus. A mulher é o capacho e o marido é o senhor bonzinho.



Mas os maridos amarem as mulheres não era tão pouca coisa assim, vamos ao texto de 5: 25 a 32.



25 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,


26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,


27 Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.


28 Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.


29 Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;


30 Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.


31 Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.


32 Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.



Perceberam (ao contrário da dona Imaculada Virgínia Souto Aranha) que essa submissão não vem de graça?


E tem um outro texto sobre o islamismo do Daniel Coelho: “Mulher Submissa, Vítima do Machismo”, http://www.coelhovoador.net/filosofia/html/20100112MulherSubmissa.html. O texto é machista imbecil, daquelas conversas de velhotes toscos que não têm coragem de estudar nem a Bíblia e acham que se derem uma cantada numa vadia com short na virilha eles vão levar a vaca pra cama, mas como eles têm princípios morais vão trocar a chance de fazer isso pela trepada horrível com a esposa gorda, horrorosa, ruim de cama e cheia de má vontade. Mas esse texto diz umas coisas muito esclarecedoras:



Alguns meses atrás, se não me engano em uma exposição de um fotógrafo no Ibirapuera, sobre as mulheres do mundo, me marcou a frase de uma mulher muçulmana indagada sobre o que ela achava de ser tão submissa ao marido, ser obrigada a usar a burca… ela respondeu que usar a burca não incomodava, e que ela não se considerava submissa, ela apenas respeitava e amava seu marido, assim como ele a amava e respeitava.



O que a mulher muçulmana ganha em troca de não mostrar o rosto nem sair sozinha? Primeiro, um macho provedor naquele lugar horrível que é o Oriente Médio. E também o prazer de que AS OUTRAS MULHERES não mostram o rosto. Já imaginou se naquelas ruas horríveis com aquele tanto de feiosas aparece uma mulher linda de vestido comprido, e com o rosto descoberto?









Mulheres do Iraque
(Fonte: http://www.usaid.gov/stories/iraq/fp_iraq_womencenter.html)
Mulher bonita, gata, gostosa, sereia, avião, e sem véu
Quer ver mais?
Mulheres do Iraque
(Fonte: http://www.mercycorps.org/countries/iraq/23338)
Mulher bonita, gata, gostosa, sereia, avião, e sem véu (Sunny Leone)
Quer ver mais Sunny Leone?

Você vai ver a história do feminismo, vai ver que ele só apareceu no meio do século XIX. Milhões de escravos conseguiram liberdade na América quase inteira, países se separaram, o absolutismo acabou, o protestantismo e o Iluminismo abalaram a Igreja Católica, até o Brasil deixou de ser colônia de Portugal e metade da humanidade que vivia como cão não dava um pio? Como pode?


Na Bíblia, a mulher do vizinho não é mais gorda, e ainda é uma bela duma biscate


A mulher na Bíblia é a tentação, é a víbora, é a traidora, é a razão da queda do homem, vão dizer os feministas. Nem sempre. As bonitas, boas de corpo e atiradinhas eram, e foram as pedras de tropeço dos homens de Deus, como a mulher de Potifar (Gênesis 39: 7 a 20). Mas a Bíblia também tem algumas mulheres boas. Um exemplo de mulher tentadora, perversa, cobra: Provérbios 7



1 Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos.


2 Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.


3 Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração.


4 Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta,


5 Para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras.


6 Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas,


7 Vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo,


8 Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa;


9 No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão.


10 E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração.


11 Estava alvoroçada e irrequieta; não paravam em sua casa os seus pés.


12 Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos;


13 E chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse:


14 Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos.


15 Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei.


16 Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito.


17 Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela.


18 Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores.


19 Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem;


20 Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado.


21 Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios.


22 E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões;


23 Até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida.


24 Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca.


25 Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas.


26 Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos.


27 A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte.



Mas a Bíblia também tem mulher boa. Exemplos:



  1. Abigail (1 Samuel 25: 2 a 42). A maior tarada da Bíblia. Brincadeira, hehehehe. Mulher inteligente e bonita casada com um tolo (que até o nome dele, Nabal, significava isso). Desobedeceu o marido pra ajudar o futuro rei Davi, e com isso salvou a vida da família. O homem morreu e o futuro rei mandou chamá-la pra ser esposa dele (mais uma, mas era mulher do rei).

  2. Ester (pra quem não conhece muito a Bíblia, é o segundo livro antes dos Salmos). Mulher muito bonita (dizendo o que está na Bíblia, porque a gente é mulher), que ficou no lugar da rainha medo-persa Vasti, que foi tirada de circulação pra impedir uma revolta feminista (capítulo 1). Salvou o povo judeu de ser exterminado.


Ou seja, a Bíblia não fala mal das mulheres, fala mal das OUTRAS mulheres. Nenhuma mulher que vai à igreja quer ser Eva, a mulher de Potifar, Jezabel. Algumas até podem chegar perto, mas ser uma víbora notória nenhuma quer. Até mocinha que todo mundo sabe que é piranha quer fingir que não é. As mulheres das quais a Bíblia fala mal são ou parecem completamente diferentes das mulheres que dizem que a seguem. Já viu quantas mulheres tementes ao Senhor que são antipáticas, infelizes, pouco inteligentes, bitoladas e a maioria feias pra cachorro?


A Bíblia não é feminista, mas valoriza a mulher



  1. Rute, a bisavó do rei Davi, era moabita. Os moabitas eram inimigos dos judeus. Engraçado que séculos depois um branco tinha vergonha de dizer que tinha um ancestral negro. Mas além de a dona Rute não ser esquecida foi a única pessoa deste povo da qual a Bíblia fala algo de bom.

  2. Provérbios 31: 10 a 31, sobre a mulher virtuosa.

  3. Provérbios 14: 1: “Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos”. E numa época em que se dizia que era melhor queimar a lei que ensiná-la a uma mulher, imagine se não fosse.

  4. 1 Pedro 3: 7: “Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações”


A Bíblia tem os trechos que diminuem o valor da mulher? Tem. Mas e esses aqui? Se a Bíblia tivesse só misoginia, as mulheres não iam querer, né?


As mulheres já foram adoradas (literalmente)


E por que as mulheres aceitaram a religião do homem até agora? Adivinha: conveniência. Os tempos de maior religiosidade em qualquer país foram os tempos de maior analfabetismo, de maior atraso e de mais trabalho duro. O tempo do ferro a carvão, do fogão a lenha, de andar mais de uma hora a pé pra ir pro trabalho e voltar, de trabalho sem equipamento de segurança era um tempo em que percentualmente eram menos as pessoas que não eram católicas do que as sem religião hoje. Alguma mulher falava em não se casar naquela época? Dificilmente, né? Aí, o homem, que podia até ser um cafajeste, morria de trabalhar (às vezes morria mesmo no trabalho), a mulher cuidava dos filhos e da casa, talvez ele tinha mais uma amante dando algum sexo que presta, as duas gozavam do fruto do trabalho dele e todo mundo ficava feliz. É duro trabalho de casa e cuidar de filhos? É. Mas quem sabe o que é trabalhar na roça (a dona Imaculada aqui já trabalhou) pode ver como é que as mulherzinhas acham que só elas têm do que reclamar.


E as mulheres que apanhavam do marido gostavam disso? Claro que não. Mas que tal voltar pra casa do papai ou disputar vaga no mercado de trabalho sem favorecimento (às vezes até com preconceito contra) pra trabalhar igual homem pra viver? Até hoje tem mulher que se separa do marido e fica em pânico porque nunca teve um emprego na vida.


Mas nem sempre foi assim. Era uma vez um tempo em que as mulheres eram deusas – e nem tinham Natura.



Adoração às Deusas nos mitos antigos


Os inúmeros mitos criados no passado para representar a gênese do universo, da natureza e do ser humano podem ser divididos em quatro categorias, segundo os principais estudiosos, como Joseph Campbell. Essas categorias refletem o nível de consciência humana, e que, surpreendentemente, têm correspondência com as 4 Idades Cósmicas de nossa raça: Idade de Ouro, Idade de Prata, Idade de Cobre e Idade de Bronze. Atualmente, passamos pela última delas, a de Bronze – em sânscrito batizada de Kali Yuga.


A primeira corresponde a uma idade de alta espiritualidade e respeito tanto dos princípios masculinos quanto femininos da Divindade e da sociedade. A segunda um pouco menos, na terceira veem-se os mitos discriminar o elemento materno-feminino e o último nível – Kali Yuga –, segregar totalmente os mitos cosmogônicos matrísticos.


O interessante a ser analisado é que quanto mais a humanidade estiver afastada da espiritualidade, mais os mitos deixam de lado a veneração aos aspectos maternos/femininos de Deus.


Vejamos como são os mitos nas quatro Idades do Mundo: na primeira Idade, ou Yuga, o mundo é criado por um Deus andrógino, ao mesmo tempo Pai e Mãe. Na segunda, este mundo é criado por um deus andrógino ou um casal criador, ou então, por um coro de deuses, que se dividem em “masculinos” e “femininos” para criar o universo. Na terceira, um deus macho ou toma o poder da deusa ou cria o mundo sobre o corpo da deusa primordial. Finalmente, na última etapa, um deus macho cria o mundo sozinho.


Essas quatro etapas que se sucedem também cronologicamente são testemunhas eternas da transição da etapa matricêntrica da humanidade para sua fase patriarcal.


(…) Segundo os antropólogos, a Mesopotâmia, vista como o berço das civilizações, possuía antecessores muito mais proeminentes em Çatal Huyuk, organizada sobre padrões sociais e sistemas de crenças totalmente diferentes daqueles que nos têm sido ensinado em que uma sociedade deve se estruturar.


Datada em cerca de 6700 a.C., Çatal Hüyük apresentava um refinado padrão tecnológico e cultural. A cidade não apresenta fortes ou muralhas, o que presumivelmente não devia ser necessário, graças à sua postura pacífica.


Sua divindade máxima era a Grande Mãe de Tudo. Sua representação constava principalmente de uma mulher gorda e com grandes seios, ladeada por dois leopardos.


(…) Na Austrália encontraram-se restos de uma antiga sociedade matriarcal, entre os habitantes das regiões do leste e do sul, enquanto no norte e no oeste eram patrilineares. As sociedades tasmanes (cuja população foi exterminada pelos ingleses e desapareceu por completo em 1876) e de outras regiões com cultura do Machado Cilíndrico, assim como nas tribos dos dieri e nos loritja da região de Vitória e de Nova Gales, tinham estrutura matriarcal, com forma de parentesco por linha materna.


Nessa sociedade as mulheres tinham grande importância e jogavam grande papel no terreno econômico: eram as que exclusivamente se dedicavam às tarefas de coleta de alimentos e a agricultura. A mulher podia exercer o cargo de chefes.


Também na Austrália, afirma Claude Lévi-Strauss: “As sociedades matrilineares têm uma distribuição meridional. Ocupam em massa o sudeste (sul de Queensland, Nova Gales do Sul, Vitória) e o leste da província meridional, e também uma pequena zona costeira a sudoeste da província ocidental


Do que se deduz que alguns desses povos adorariam às duas Deusas Irmãs Gêmeas, Yirritja e Dhuwa, a Dualidade Criadora chamada Yuankaj, como Mães da humanidade: a Deusa Dhuwa, Mãe dos dhuwa (duwuae, uma das metades em que a comunidade está dividida) e a deusa Yirritja, Mãe dos yirritj (da metade giririta, ambas formam o todo, hermafroditas portanto).


(…) Em todas essas culturas onde as mulheres lideram seu povo, predominam crenças míticas que consideram a humanidade como obra exclusiva da Mãe Ancestral.


http://www.gnosisonline.org/mulher-gnostica/adoracao-as-deusas-nos-mitos-antigos/



Logo, eram sociedades em que as mulheres eram exaltadas só por serem mulheres e tinham os egos inflados. Isso lembra alguma coisa?


Voltando ao texto da dona Tania:



Não existe nenhuma religião de importância no mundo, fundada ou comandada por mulheres.



Adivinha por quê. Veja onde as sociedades eram matriarcais no texto acima: América antes da colonização europeia, Oceania antes da colonização europeia, Egito e Mesopotâmia antes de serem o mundo islâmico. Moral da história: chegaram povos bem mais adiantados tecnologicamente, as tribos lésbicas precisavam de ciência e tecnologia, eles arregaçaram com as sociedades matriarcais, levaram os homens fortes como escravos e fuderam as mulheres (algumas literalmente). Já que falamos de mulheres com Prêmio Nobel por esses dias, quantas mulheres mesmo ganharam Prêmio Nobel de Física? (2 em 192) De Química? (4 em 161) De Fisiologia e Medicina? (10 em 199) Machismo? Procure uma estudante de Ensino Médio que quer fazer Física ou Engenharia Civil pra ver (sem fazer vestibular pra curso fácil antes). Aliás, falando nas três mulheres com Prêmio Nobel, a gente falou disso no A Vez das Mulheres de Verdade (“Por que as três mulheres que ganharam o Prêmio Nobel da Paz é uma boa chance pras feministas ficarem CALADAS”), mas vamos ver uma declaração do comitê:



“Não podemos alcançar a democracia e paz duradoura no mundo ao menos que as mulheres obtenham as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade”. (“Prêmio Nobel da Paz em 2011 fica com trio de mulheres”, Folha de São Paulo, 07/10/2011, http://www1.folha.uol.com.br/mundo/986631-premio-nobel-da-paz-em-2011-fica-com-trio-de-mulheres.shtml)



Ou seja, as mulheres podem ter ganhado 3 dos 44 prêmios por causa de pura manginice (mangina: homem que bajula as mulheres só por serem mulheres).


A gente falou dos sem religião lá atrás. Quantos deles são ateus? A maioria das pessoas que se dizem sem religião na verdade são religiosos sem igreja. Principalmente cristãos. Aí, entre as mulheres cristãs e sem religião (homens também, mas o texto é para elas) você vai achar esses tipos:



  1. As que dizem “minha religião é Deus”, ou coisa do tipo.

  2. As que acreditam que Jesus Cristo teve um filho com Maria Madalena, mas a Igreja Católica censurou essa parte em memória ao ciúme de um apóstolo escolhido a dedo pelo próprio Senhor Jesus Cristo.

  3. As que acreditam que Jesus Cristo acabou com o machismo da Lei de Moisés, apesar de que Moisés não escreveu a lei pela própria cabeça e Jesus disse que não veio revogar a lei.

  4. As que acreditam que a base do cristianismo é o amor ao próximo, como se Jesus fosse só um grande mestre.

  5. As que acreditam que as regras bíblicas que menosprezavam as mulheres eram só costumes da época e não fazem sentido hoje (mas isso não tira o valor da Bíblia).

  6. As que acreditam que nenhuma mulher é pior só porque não é mulher de um homem só, mas pra elas, sexo é só com o marido ou namorado.

  7. As que aceitam o divórcio, apesar de a Bíblia ser contra.

  8. As que acreditam que Jesus Cristo teve muito valor mas não era Deus.

  9. Lésbicas assumidas, apesar de a Bíblia condenar o homossexualismo.


Ou seja, a religião de Deus ou dos homens machistas virou produto personalizado pra pseudointelectuais. Onde está Deus nesta hora?


Mas essa bagunça é só até a religião das mulheres voltar. Os homens fizeram muita porcaria, mas fizeram quase tudo que faz o mundo ser decente hoje. Até hoje, as mulheres seguiram as religiões machistas, ensinaram essas religiões aos seus filhos e até defenderam essas religiões porque essas religiões lhes davam maridos provedores, isolavam as outras mulheres dos seus maridos e combinavam com a sua falta de nobreza de espírito e inteligência. Agora, essas mulherzinhas vão pegar o que os homens fizeram de bom e meter o pé na bunda deles, como elas mais fazem, pra fazer a religião delas. E se você já achava Deus um filho da mãe, ele não tinha TPM.


As duas maiores religiões do mundo hoje veneram uma mulher


E por falar em adoração de deusa, qual a maior igreja do mundo? Igreja Católica Apostólica Romana. Venera uma mulher: Maria. Com base em quê? A moça foi só a barriga de aluguel de Jesus Cristo. Ela nem aparece muito na Bíblia. Na Bíblia, ela nunca recebeu autoridade nenhuma, nem do próprio Jesus Cristo. Ela foi uma boa discípula, mas igual aos outros bons. A última vez que ela é mencionada é em Atos 1: 14. Mas a mocinha vira virgem a vida toda (os irmãos citados em Mateus 13: 55 eram primos), também teve um nascimento milagroso anunciado por um anjo e ainda ascendeu aos céus mais ou menos como o filho. Tudo isso baseado em material à parte. Pra vocês terem uma ideia, o dogma da assunção de Maria é de 1950. Mas o povão era proibido de ler a Bíblia, só conhecia a Bíblia do que o padre lia na missa (em latim), então nem sabia que a Nossa senhora não tinha nada a ver com a Maria.


Mas a Maria mãe de Deus, em vez da mocinha submissa, ficava melhor pra mulherada infeliz e analfabeta, né? Foi uma jogada igual à do Carnaval, pra deixar metade da população quietinha e ainda defendendo a Igreja. Percebeu que até hoje as pessoas mais ativas e mais defensoras da igreja e do cristanismo geralmente são vovós horrorosas e ou pseudointelectuais ou ignorantes mesmo?


Tem um livro chamado “The Two Babylons”, do Alexander Hislop, mostrando como o catolicismo veio da religião babilônica. Você pode ler (em inglês) em http://whitehorsemedia.com/docs/THE_TWO_BABYLONS.pdf.


E qual a segunda maior religião do mundo? O Islamismo. Também fala da Maria. Olha só:



16 E menciona Maria, no Livro, a qual se separou de sua família, indo para um local que dava para o leste.


17 E colocou uma cortina para ocultar-se dela (da família), e lhe enviamos o Nosso Espírito, que lhe apareceu personificado, como um homem perfeito.


18 Disse-lhe ela: Guardo-me de ti no Clemente, se é que temes a Deus.


19 Explicou-lhe: Sou tão-somente o mensageiro do teu Senhor, para agraciar-te com um filho imaculado.


20 Disse-lhe: Como poderei ter um filho, se nenhum homem me tocou e jamais deixei de ser casta?


21 Disse-lhe: Assim será, porque teu Senhor disse: Isso Me é fácil! E faremos disso um sinal para os homens, e será uma prova de Nossa misericórdia. E foi uma ordem inexorável.


22 E quando concebeu, retirou-se, com um rebento a um lugar afastado.


23 As dores do parto a constrangeram a refugiar-se junto a uma tamareira. Disse: Oxalá eu tivesse morrido antes disto, ficando completamente esquecida.


24 Porém, chamou-a uma voz, junto a ela: Não te atormentes, porque teu Senhor fez correr um riacho a teus pés!


25 E sacode o tronco da tamareira, de onde cairão sobre ti tâmaras madura e frescas.


26 Come, pois, bebe e consola-te; e se vires algum humano, faze-o saber que fizeste um voto de jejum ao Clemente, e que hoje não poderás falar com pessoa alguma.


27 Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços. E lhes disseram: Ó Maria, eis que fizeste algo extraordinário!


28 Ó irmão de Aarão, teu pai jamais foi um homem do mal, nem tua mãe uma (mulher) sem castidade!


29 Então ela lhes indicou que interrogassem o menino. Disseram: Como falaremos a uma criança que ainda está no berço?


30 Ele lhes disse: Sou o servo de Deus, o Qual me concedeu o Livro e me designou como profeta.


31 Fez-me abençoado, onde quer que eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver.


32 E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde.


33 A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado.


34 Este é Jesus, filho de Maria; é a pura verdade, da qual duvidam.


Alcorão, sura 19 (Máriam), 16 a 34



Ah, e isso teria a ver também com nós não termos nenhuma mulher ateia do nível de Carl Sagan ou Richard Dawkins?


Por último: uma diferença entre machistas e masculinistas


Os machistas querem a volta à década de 60 ou coisa pior. Acham que toda mulher que não é uma beata fanática, ou pelo menos uma mulher que não sabe o que é vida social porque está amarrada a um homem, é uma vagabunda que dá pra mil homens. Já os masculinistas não julgam a mulher pela quantidade de parceiros, eles até acham que a mulher devia se orgulhar de transar com um homem pelo prazer e pelo dar prazer, sem querer prendê-lo a um casamento. O masculinista acha que o casamento é uma asneira injustificável, exatamente o contrário do que o machista pensa. O masculinista acha que valores são mais que combater a religião dos outros, ou a falta de religião dos outros, ter horror a pica pras mulheres ou medo de buceta para os homens e preservar a família, geralmente um bando de alienados e grossos sem nada em especial que estão juntos por puro acaso. Exatamente o contrário do que o machista pensa. Os machistas sempre defendem a religião. Os masculinistas quando falam de convicções religiosas, sempre se declaram ateus ou agnósticos.


Quem mais você já ouviu dizer o que você ouve (ou lê) dos machistas? Reparou que os machistas, mesmo que se intitulem masculinistas, parecem a sua avó beata horrorosa e semianalfabeta falando?


Mas qual é mesmo o título desta série?


A série “O machismo foi criado pelas mulheres”

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O machismo foi criado pelas mulheres – parte 5: por que os homens “defendem” suas mulheres

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Imaculada Virgínia Pereira Souto e

Abigail Pereira Aranha

A gente conhece homens que vigiam as namoradas, as esposas, as irmãs, a mãe. Proíbem as suas mulheres de ficar na rua até tarde, de trabalhar fora, de fazer faculdade, de entrar em bate-papo, de ter perfil em rede social. Fuçam o celular, lêem os e-mails, espantam os amigos homens e algumas amigas dela, ligam várias vezes no dia querendo saber onde está e o que está fazendo. Eles ainda podem dizer “tenho que proteger o que é meu”. No passado, alguns reis tinham muitas mulheres e colocavam eunucos para vigiá-las. O guardião era eunuco exatamente pra não aproveitar a variedade. Faz sentido dizer que esses homens prendem as suas mulheres porque consideram que elas são suas propriedades? Faz. Mas tem outra explicação que pode fazer ainda mais sentido.

Ah, vamos aproveitar e responder mais duas perguntas que muita gente acha que tem as respostas. Por que os homens escapavam de morrer por adultério? E por que os estupradores até na cadeia têm que ficar separados dos outros presos?

Imagine um porco capitalista ou um senhor de escravos bem ordinário. Um cidadão destes pode ter um sócio, um companheiro pra algum interesse dos dois? Pode. Vamos supor, o Onofre e o Aristides são senhores de escravos abomináveis, sonegadores de impostos, desonestos, que tratam mal pra cachorro os escravos, e eles têm um negócio em comum. O Onofre pode emprestar alguns criados pro Aristides? Pode, né? O Onofre pode emprestar algumas máquinas pro Aristides, ou até os dois podem adquirir algumas máquinas juntos? Podem, né? O Onofre e o Aristides podem usar um mesmo imóvel? Podem, né?

E se o Onofre pega a esposa, a filha, a irmã ou até a amante dele na cama com o Aristides? Ou não foi nem na cama, mas sentada no sofá da sala da casa do Aristides?

Agora, vamos pegar dois capitalistas gente boa, porque nem todo capitalista é filho do Demônio. O Pedro e o Reginaldo são simpáticos, generosos inclusive com os empregados, honestos, e além de capitalistas são grandes amigos com um negócio em comum. O Pedro pode emprestar alguns empregados pro Reginaldo? Pode, né? O Pedro pode emprestar algumas máquinas pro Reginaldo, ou até os dois podem adquirir algumas máquinas juntos? Podem, né? O Pedro e o Reginaldo podem usar um mesmo imóvel? Podem, né?

E se o Pedro pega a esposa, a filha, ou a irmã na cama com o Reginaldo?

O Pedro vai ficar no mínimo chateado com o Reginaldo. Mas o Onofre vai querer matar o Aristides.

Espera um pouco! Se as mulheres são propriedades do homens e eles dividem várias propriedades, por que justo essas eles não dividem?

E o contrário, que os homens são propriedades das mulheres, faz mais sentido? Achamos que sim. Será que as mulheres, por exemplo, dividem os homens? Vamos ver:

  1. Pesquisa revela que as mulheres acham os homens mais interessantes quando sabem que eles são casados.
  2. Antigamente, a mulher era chifrada pelo marido, sabia, mas mantinha o casamento. O pessoal mais velho se lembra. É hoje que a mulher termina um namoro ou um casamento quando descobre que o homem tem muito contato com outra.
  3. A mulher que sai com homem cafajeste e mulherengo acha que ele fica só com ela? Dificilmente.

E quando você ouviu uma mulher reclamar que o namorado ou marido é ciumento? Algumas vezes. Mas quando você ouviu uma mulher reclamar que não pode transar com um homem lindo, ver página de safadeza, olhar pra um homem gostoso por causa do namorado ou marido ciumento? Nunca. Um homem vendo uma mulher mais apresentável na rua e lamentando com o outro porque é casado você já viu.

Você já ouviu falar de mulher que rompe com a família, rompe com o lugar de origem, enfrenta o mundo, arrisca até a vida pra se casar com um homem de outra etnia, de outra religião ou até um canalha qualquer, não é? Por que é só pra largar um marido que bate, que estupra, que humilha pra ser mais feliz sozinha ou com um homem bonzinho que existe cultura, dependência econômica, ter que ter um homem, etc?

Entendeu onde a gente quer chegar? Se é tão ruim assim pra mulher usar o sobrenome do marido quando se casa, não sair pra rua sozinha, usar roupa comprida, voltar cedo pra casa, não trabalhar fora, não conversar com homens, etc, por que é justo com os piores trastes que essa mulher não fala em liberdade, e geralmente ainda se sente amada, protegida? Quando numa novela uma mulher está num casamento horrível e tem caso com outro que a trata bem melhor, ainda é a televisão que tem parte com o Demônio fazendo campanha pra destruir a família. Mulher só pula a cerca ou faz sexo sem compromisso pra subir na vida ou se vingar dos pais ou do marido. Ou quando encontra um cafajeste e fica molhadinha.

E por que o adultério, que nada mais é do que um homem desfrutar da mulher do outro, era punido com pena de morte, e até no Brasil também era crime até menos de 10 anos atrás? Mesmo sem problemas de cadeia ou de morte, até amizade de décadas entre dois homens acaba só porque um deu uma volta com a esposa ou a amante do outro. Se em vez de ser a esposa fosse o carro que um tem e o outro usasse sem o outro saber não daria esse tumulto.

E se os homens viam as mulheres como objetos, por que o estupro sempre foi crime, antigamente punido com pena de morte? Parece boba a pergunta? Não é, vamos explicar por que.

No Velho Testamento, uma pessoa podia entrar na plantação da outra pra comer (Deuteronômio 23: 24, 25), coisa que se você fizer no Brasil do século XXI, dependendo de quem for o dono, você toma um couro. Ainda no Velho Testamento, quando se fazia colheita e uma espiga caía no chão, ela tinha que ficar lá para que os pobres viessem colher (Deuteronômio 24: 19 a 21). Ainda no Velho Testamento, o ladrão não era punido com a morte, ele tinha que devolver o roubado com acréscimo, e se ele tentasse roubar a noite e fosse morto, quem matava era condenado. Veja só:

1 Se alguém furtar boi ou ovelha, e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas.

2 Se o ladrão for achado roubando, e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue.

3 Se o sol houver saído sobre ele, o agressor será culpado do sangue; o ladrão fará restituição total; e se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto.

4 Se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, ou jumento, ou ovelha, pagará o dobro.

7 Se alguém der ao seu próximo dinheiro, ou bens, a guardar, e isso for furtado da casa daquele homem, o ladrão, se for achado, pagará o dobro.

8 Se o ladrão não for achado, então o dono da casa será levado diante dos juízes, a ver se não pôs a sua mão nos bens do seu próximo.

Êxodo 22: 1 a 4, 7, 8

Por que com mulher a tolerância era tão mais baixa?

Quantas vezes você viu um homem ciumento querer “defender” a mulher e você disse ou viu um homem dizer que ela não é propriedade dele? E dessas vezes, quantas vezes a mulher apoiou quem disse isso? Ou quantas vezes a própria mulher foi a primeira a dizer que não é propriedade dele?

Quantas vezes um homem quer puxar conversa com uma mulher sozinha, ou até olha mais demorado pra ela, e a própria mulher diz que é comprometida pra espantar o homem?

Voltando às duas perguntas que a gente lá atrás prometeu responder e depois vamos concluir:

Por que os homens escapavam de morrer por adultério?

Cumplicidade dos homens? Tá bom. Até hoje tem homem que termina amizade com outro porque ficou louco de amor por uma vadia qualquer. E até hoje tem homem que pega o outro com a mulher dele e é o primeiro a querer pelo menos dar um cacete. Controle social do patriarcado sobre a sexualidade das mulheres? Quem tem realmente interesse em uma sociedade em que o sexo só pode acontecer dentro do casamento, ou até o contato de um homem com uma mulher mal acontece só dentro da família? Fofo, a gente vai dar a resposta e se você pensou dentro da propaganda feminista, não queremos parecer que estamos te chamando de burro. Um bando de homens casados com mulheres feias, analfabetas, chatas e sexualmente reprimidas descobre que uma mulher transou fora do casamento, ou com um homem casado, e eles vão juntar pra matar a senhora? Você mesmo, está vivendo em um lugar ordinário e está num casamento insuportável e sabe que uma mulher anda pulando a cerca, você vai querer a morte da mulher ou o telefone dela? Então, respondendo a pergunta: os homens sempre foram provedores, então matar um homem por adultério era um tiro no pé. O apedrejamento por adultério existe (infelizmente, até hoje) para as mulheres controlarem umas às outras. Falando nisso, você já viu amante feia?

Os homens são treinados pelas mulheres como pitbulls para ajudarem as suas mulheres a ficarem afastadas dos homens. Aí, com muito custo um homem vai poder ver uma perna de mulher de fora, ver uma buceta, encontrar uma prostituta, ou até falar com uma mulher que não seja da família ou esposa. Os homens não protegem as mulheres deles, são as mulheres que se afastam dos homens com a ajuda dos homens machistas que foram educados por elas para poder dominar e controlar os homens.

Por que os estupradores até na cadeia têm que ficar separados dos outros presos?

Entendeu agora? Os meninos, educados dentro do machismo criado pelas mulheres, como pitbulls treinados, acham que um homem comer uma mulher contra a vontade dela é pior que matar e esquartejar. Conclusão: o lesbonazismo sempre existiu, o que está acabando não é o patriarcado, é aquele mundo ruim demais pras mulheres poderem dispensar os homens.

A série “O machismo foi criado pelas mulheres”

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O machismo foi criado pelas mulheres – parte 4: se colocarmos o título certo, você pode não conseguir ler este texto


(ou: por que uma sociedade machista discrimina a prostituição e a pornografia?)

O Dia Internacional da Mulher está chegando, e com ele o pior da cretinice lesbofeminazista.
Vamos reagir.

O começo da série, com a relação de todos os textos: Uma humilde reação contra o Dia Internacional da Mulher

Texto anterior: “A farsa do dia 8 de março”, no Antifeminismo e no A Vez das Mulheres de Verdade

Próximo texto: “Os homens que as mulheres não enxergam: os que as respeitam”, no A Vez das Mulheres de Verdade e no A Vez dos Homens que Prestam

Eso texto en español (con fotos e peliculas de putaría, en lo Para Hombres de Calidad y Mujeres Verdaderas en Blogger): El machismo fue creado por las mujeres – parte 4: si ponermos el título cierto, usted puede no conseguir leer este texto (O bien: ¿por qué una sociedad machista discrimina la prostitución y la pornografía?), http://avezdoshomens2.blogspot.com/2011/02/el-machismo-fue-creado-por-las-mujeres.html
Eso texto en español (sin fotos e peliculas de putaría, en lo Paraíso Tangible en WordPress): El machismo fue creado por las mujeres – parte 4: si ponermos el título cierto, usted puede no conseguir leer este texto (O bien: ¿por qué una sociedad machista discrimina la prostitución y la pornografía?), http://avezdoshomens2.wordpress.com/2011/02/12/el-machismo-fue-creado-por-las-mujeres-parte-4/
This text in English (with sex pics and movies, at A Vez das Mulheres at Thumblogger): Machismo was created by women – part 4: if we put the right title, you can not read this text (Or: why a macho society discriminates against prostitution and pornography?), http://avezdasmulheres.thumblogger.com/home/log/2011/06/machismo-was-created-by-wo.html
This text in English (without sex pics and movies, at Paraíso Concreto): Machismo was created by women – part 4: if we put the right title, you can not read this text (Or: why a macho society discriminates against prostitution and pornography?), http://paraisoconcreto.blogspot.com/2011/02/machismo-was-created-by-women-part-4-if.html
Texto original em português (com fotos e vídeos de putaria, no A Vez dos Homens que Prestam): O machismo foi criado pelas mulheres – parte 4: se colocarmos o título certo, você pode não conseguir ler este texto (ou: por que uma sociedade machista discrimina a prostituição e a pornografia?), http://avezdoshomens.blogspot.com/2011/02/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres.html
Texto original em português (sem fotos e vídeos de putaria, no A Vez das Mulheres de Verdade): O machismo foi criado pelas mulheres – parte 4: se colocarmos o título certo, você pode não conseguir ler este texto (ou: por que uma sociedade machista discrimina a prostituição e a pornografia?), http://avezdasmulheres.wordpress.com/2011/02/12/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres-parte-4/

Imaculada Virgínia Pereira Souto e

Abigail Pereira Aranha

Será que a sociedade banaliza mesmo o sexo? Será que a sociedade trata mesmo a mulher como objeto de prazer? Parece idiota perguntar isso? Você acha que excesso de sexo na televisão é uma mulher bonita e gostosa de biquíni numa propaganda? Você acha que excesso de sexo na televisão é uma cena de sexo num filme ou numa novela em que o homem e a mulher mal estão se beijando e abraçando e na melhor das hipóteses dá pra ver os seios dela?

Como a gente observa, um menino com 14 ou 15 anos já pensa em perder a virgindade. São os homens que consomem pornografia, ou até qualquer calendário que tenha uma mulher mostrando os seios.

Só que nas sociedades mais machistas, a prostituição e a pornografia foram e são censuradas e combatidas. Na China, o aborto de meninas era tão comum que o país tem 300 milhões de mulheres a menos que homens e o próprio governo teve que proibir o aborto de meninas. E lá o acesso à internet é vigiado e vários conteúdos, inclusive sexo, são bloqueados. Existe recompensa em dinheiro pra quem denunciar páginas pornográficas. Os países muçulmanos discriminam a mulher, toleram muito bem a violência contra a mulher, são os países das burkas, dos xadores, do apedrejamento de mulheres por adultério, etc. Lá também o acesso à internet é vigiado e vários conteúdos, inclusive sexo, são bloqueados. Os Estados Unidos são ainda machistas e puritanos. Lá a prostituição dá cadeia.

E qual o país onde você não se arrisca a perder o emprego ou ser expulso de uma lan house por acessar pornografia? E qual o país onde você não tem que, no mínimo, ter 18 anos pra ver pornografia?

E no Brasil, nos Estados Unidos e em vários outros países, quando o machismo era maior, a condenação à prostituição e à pornografia também era.

Mas tudo isso acontece num mundo dominado pelos homens. Qual a ligação entre o patriarcado que reprime o sexo e o menino que mal tem pelo naquele lugar e já está querendo afogar o ganso? Não descobriu? Nem nós. Vamos ver algumas coisas pra você se dar conta da resposta da nossa pergunta, que você pode até saber.

A pornografia é a coisa mais acessada na internet. Primeiro pelos homens heterossexuais, depois pelos homens homossexuais, depois pelas mulheres. A prostituição existe praticamente pros homens. Alguém pode explicar porque os homens dominam a sociedade e atacam dois negócios dos quais eles mesmos são clientes?

Uma coisa importante, antes de continuarmos. O fingimento (hipocrisia é fingir virtude e horror a sexo não é virtude) é sempre em relação a um superior, ou por medo de um superior. Se todo homem moralista é hipócrita (e ele é), é hipócrita pra quem? Para os outros moralistas como ele? Para as mulheres? Mas se elas são as oprimidas, por que os homens se incomodariam com o que elas pensam?

Voltando à pornografia. Sem medo de pretensão, só se estivermos mal informadas, até a criação do nosso grupo A Vez das Mulheres, no meio de 2006, uma mulher que quisesse entrar num grupo com fotos de homens nus tinha que entrar num grupo gay. Sem medo de pretensão, o nosso grupo A Vez das Mulheres foi o primeiro grupo razoavelmente organizado de material erótico apenas para mulheres heterossexuais a ser criado no Brasil e na América Latina. No entanto, o grupo nos dois endereços tem menos de 400 membros em quase 5 anos. Nós não recebemos tantas mulheres num mês quanto rejeitamos homens numa semana. Em outros grupos, raramente são menos de 10 homens para cada mulher. É bem provável que o número de mulheres heterossexuais que acessam pornografia seja menor que o de lésbicas, o de mulheres bissexuais e o de pedófilos. Ah, alguém vai dizer que é porque a mulher não é visual como o homem. Coisa nenhuma.

Voltando à prostituição. Uma doutora já disse que devia existir uma zona para mulheres. Concordamos. Mas a falta de prostitutos não é por descaso com as mulheres, é por falta de procura. Os poucos homens na prostituição na maioria são travestis, e a maioria dos que não são também atendem homens.

Vamos nos lembrar do caso do calendário do Oliviero Toscani que em cada folha tem uma foto de um púbis feminino. Algumas feminazistas protestaram e o calendário foi proibido. Se alguém tivesse conseguido fazer um calendário daqueles no Brasil da década de 20, no Irã de hoje ou em qualquer sociedade machista, não teria ficado por menos. Mas uma sociedade machista que atende feministas não é machista, caspita.

Até 2009, o Código Penal brasileiro dizia:

Art. 229 – Manter, por conta própria ou de terceiro, casa de prostituição ou lugar destinado a encontros para fim libidinoso, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente:

Pena – reclusão, de dois a cinco anos, e multa.

Agora é:

Art. 229. Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena – reclusão, de dois a cinco anos, e multa.

Qualquer foto de mulher de decote e pernas e barriga de fora, as mulheres falam que a sociedade é machista, trata a mulher como objeto, resume a mulher ao sexo, etc. Então como nessa mesma sociedade machista a casa de prostituição voltada para satisfazer os homens sexualmente era criminosa até a primeira década do século XXI no Brasil?

Será que os homens construíram uma sociedade pra se encontrar com prostitutas às escondidas, ver Playboy no banheiro, ver filmes pornôs no quarto quando todo mundo na casa está dormindo? Os homens também constroem uma sociedade onde uma mulher pode ser discriminada ou perder o emprego porque fez um filme pornô ou posou pra uma revista de sexo?

Quem detesta mais a prostituta? Quem mais fala mal de mulher bonita de rosto e de corpo com pouca roupa? Quem tem tanto horror a uma boa trepada, com chupada e qualquer sinal de que aquilo está gostoso?

Quando você vai ver pornografia na internet, de quem você tem que esconder o que está vendo? E quem vai no funcionário da lan house, ou no responsável pela sala de computadores dizer o que você está vendo?

Você está começando a ver quem realmente não gosta da putaria e da safadeza?

Quem? As mulheres, principalmente as feias, velhas e descuidadas. As mulheres feias de rosto, de corpo e de cabeça. E quais são as mulheres que mais se incomodam quando o marido tem uma colega de trabalho ou de estudo bonita, ou quando ele olha uma mulher bonita na rua? As mulheres gordas, frígidas e insuportáveis que o marido não largou porque não pode pedir o divórcio.

E as fantasias sexuais? Fantasia é algo que não foi realizado ou não pode se realizar. Quando um poderoso quer alguma coisa e não pode ter? Os homens construíram uma sociedade para ter fantasias sexuais, às vezes com o próprio sexo?

Ah, e por que nenhuma feminista se pronunciou sobre esta e outras frases?

“Sexo é a cruz em que as mulheres são crucificadas… sexo só pode ser adequadamente definido como estupro universal.” (Hodee Edwards)

“Numa sociedade patriarcal, toda relação sexual heterossexual é estupro porque as mulheres, como um grupo, não são fortes o suficiente para consentir.” (Catherine MacKinnon)

“Coito heterosexual é a pura, formalizada expressão de desprezo pelo corpo das mulheres” (Andrea Dworkin, feminista americana famosa por sua oposição a pornografia)

(Essas e outras em “As citações feministas mais discriminatórias, odiosas e SUJAS da história”, em O Perdedor Mais Foda do Mundo)

Então, homem, não seja trouxa. Viva a prostituição! Viva a pornografia! Viva o casamento aberto! Viva a sem-vergonhice! Viva os homens de qualidade, ainda mais os de pica grande!

A série “O machismo foi criado pelas mulheres”

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O machismo foi criado pelas mulheres – parte 3: o seu modelo de mulher é a sua mãe?

Eso texto en español (con fotos e peliculas de putaría, en lo Para Hombres de Calidad y Mujeres Verdaderas en Blogger): El machismo fue creado por las mujeres – parte 3: tu modelo de mujer es tu madre?, http://avezdoshomens2.blogspot.com/2011/01/el-machismo-fue-creado-por-las-mujeres_07.html
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Imaculada Virgínia Pereira Souto e

Abigail Pereira Aranha

Em que a sua mãe é diferente de qualquer mulher de baixa instrução, alienada, pouco inteligente, frustrada, pouco agradável e sexualmente reprimida e mal resolvida, e talvez até que é ou já foi bonita mas mais provavelmente é uma baranga? Já achou a pergunta pesada? Então continue lendo. E sem aquela de “baranga é a sua mãe” porque a gente ama as nossas velhas mas sabe que elas são feias mesmo.

Se em matéria de sexo as feministas dizem que a mulher aprende a se sentir culpada, os homens aprendem a ser incoerentes e hipócritas, além de meio burros nessa questão. Nós vamos explicar.

Você queria ver a mulher virar a mulher de antigamente? Aquela feiosa de rosto e de corpo, com nada que preste pra conversar (que não seja filhos, trabalho doméstico ou na roça), às vezes analfabeta, que achava que a maior qualidade ética de uma mulher era evitar falar com homens? E por que antigamente a mulher que se arrumava era vista como não sendo de família? Porque a mulherada era um bando de barangas. E provavelmente uma das barangas era sua mãe ou sua avó. Por que antigamente não era (considerado) direito um casal trocar carinhos em públicos? Ora, porque a regra de casamento era dois infelizes suportando um ao outro, e aí vêm aqueles dois dando sinais de felicidade?

Você detesta pornografia? Ótimo pra elas: você está pronto pra aceitar uma vida sexual medíocre. E que coincidência: quase todas as mulheres detestam sexo – inclusive a sua mãe. Você detesta as vadiazinhas que na adolescência estão dando pra tudo que é traste mas que esnobam o bonzinho? Você detesta que essas vadiazinhas acabem se casando com os bonzinhos depois que os corpinhos já estão detonados e elas já estão com filhos dos relacionamentos fracassados pra criar? Nós também ficamos indignadas. Mas se a vagabunda é um lixo, a mulher direita é outro lixo. Nós vamos explicar por quê.

Você não gostaria de ver a mulher de antigamente de novo. A mulher de antigamente (sua avó ou a sua mãe) não conversava com homem porque isso “não é direito”. Não trabalhava fora porque não era coisa de mulher direita. Não saía pra rua sozinha porque não era coisa de mulher direita. Numa situação assim, você não vai chegar perto de uma mulher, você não vai saber o que é uma perna de mulher.

E aí sabe o que vai acontecer? Uma beata medíocre encalhada qualquer com quem você puder se casar vai ser a única mulher de quem você pode conseguir alguma coisa. O homem bonzinho de hoje, recebendo sexo horrível de uma única mulher, migalhas de meia dúzia e desprezo do resto, está melhor que o homem do passado. E se a pistoleira de hoje mostra claramente que usa o corpo como arma, a “mulher de família” faz a mesma coisa. Um rapaz interessado numa “moça de respeito” vai conversar com os pais e os irmãos dela, de cabeça baixa, tenta provar que não está interessado em sexo, tem que provar que é de caráter, tem que provar que ganha bem pra sustentar a moça, tem que passar meses ou anos namorando com o velhote gordo e mal humorado que é o pai da moça vigiando, tem que fazer uns agrados pra família e não vai transar até o casamento. Isso quando o rapaz conhece a moça antes do dia do casamento (gente, as feministas não dizem que antigamente as mulheres às vezes não conheciam o marido antes do dia do casamento? Pois é, a recíproca é verdadeira). Tudo isso pro homem conseguir se casar com a única mulher em que vai encostar na vida. Não é muita humilhação pra um homem em uma sociedade dominada pelos homens?

É essa mulher que usa sua sexualidade contra você que você quer ver de volta? Essa mulher que na melhor das hipóteses é uma mulher bonita ruim de cama que acha que o melhor que ela tem de caráter e conteúdo é o hímem intacto na noite de núpcias? E na pior das hipóteses é uma feiosa alienada e analfabeta ruim de cama que o pai dela está empurrando pra você como se fosse uma mercadoria no fim da validade? Vai defender a volta a apedrejamento de adúlteras e prostitutas em nome da moral e dos bons costumes? As mulheres vão adorar, mas e você, vai comer só a baranga ruim de cama da sua mulher?

Pra estraçalhar qualquer dúvida: você já leu “Instruções e conselhos para a jovem noiva”, escrito por Ruth Smythers em 1894?

Pensar que a mulher deve ser como na década de 40 ou 50 é idolatrar a mulher medíocre. E isso tem o dedo de quem: a sua mãe ou o seu pai? É um erro que muitos homens que acordaram pras canalhices femininas cometem porque não pararam pra pensar no que a gente disse aqui. É, o machismo é muito dissimulado.

A série “O machismo foi criado pelas mulheres”

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O machismo foi criado pelas mulheres – parte 2: como a Imaculada estava enganada sobre o machismo escrevendo contra ele

Eso texto en español (con fotos e peliculas de putaría, en lo Para Hombres de Calidad y Mujeres Verdaderas en Blogger): Breve, http://avezdoshomens2.blogspot.com
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Texto original em português (com fotos e vídeos de putaria, no A Vez dos Homens que Prestam): O machismo foi criado pelas mulheres – parte 2: como a Imaculada estava enganada sobre o machismo escrevendo contra ele, http://avezdoshomens.blogspot.com/2010/12/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres.html

Gente, o A Vez das Mulheres de Verdade existe desde junho de 2006. Ele começou no Grupos, como A Vez das Mulheres. Eu comecei a refletir sobre algumas coisas, em especial o machismo, aí comecei a escrever. Eu fiquei pensando como é que as mulheres podiam ser tão burras de aceitarem um moralismo tão idiota. Mas isso foi depois que eu comecei a virar a assanhada que eu sou hoje, hehehehe. Eu vou falar um pouco de mim e do que eu pensava pra mostrar que o machismo é tão perverso que engana até quem escreve a respeito.

“Sexo e alienação”, 19/10/2006:

O homem pode gostar de sexo. Quanto menos melhor, mas pode. O homem aprende que sexo é bom. O homem aprende que quanto mais sexo ele der conta de fazer e quanto mais mulheres ele conseguir mais homem ele é. Aí ele vem atrás de nós. Mas nós mulheres… não podemos imaginar sexo, não podemos ver sexo, não podemos ouvir falar de sexo, porque mulher aprende que sexo é nojento, horrível. Mulher aprende que se gostar de sexo é puta.

Do mesmo texto:

Mulher se casa porque é boba, a não ser que o marido seja muito bom. Se ela quer um homem para bancá-la, ela é trouxa, interesseira ou preguiçosa. Se ela quer um pretexto para transar em paz, casar não resolve, ou até complica mais ainda. Se ela quer filhos, pode até ser bom casar, mas não é preciso prender o pai da criança exigindo fidelidade. Se ela quer prestar uma conta pra sociedade (não ficar pra titia), aí é a maior bobagem, porque essa sociedade sempre a verá como alguém inferior e perigoso (lembre-se da lenda de Eva).

Eu já notava que existiam mulheres vigaristas, covardes, preguiçosas, e eu achava que era por isso que elas se acomodavam no casamento. Eu achava que o casamento era invenção dos homens cafajestes e de uma meia dúzia pra controlar as mulheres.

Só que quando eu falava as coisas que eu escrevia com algumas mulheres conhecidas, sabe quantas me disseram que pensavam como eu, mas não tinham coragem de falar? Nenhuma.

Em 07/04/2007, eu escrevi “Violência doméstica e por que é tão difícil encontrar um homem sério”, com um pequeno estudo bíblico: “A Bíblia e a violência contra a mulher”. Um trechinho:

Essa é pro caso de um homem só desconfiar que está levando chifre da esposa

E o sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água. Também o sacerdote tomará um punhado da oferta memorativa, e sobre o altar a queimará; e depois dará a beber a água a mulher. E, havendo-lhe dado a beber aquela água, será que, se ela se tiver contaminado, e contra seu marido tiver transgredido, a água amaldiçoante entrará nela para amagura, e o seu ventre se inchará, e consumirá a sua coxa; e aquela mulher será por maldição no meio do seu povo. (Números 5: 17, 26 e 27. Leia de 12 a 31)

Eu perguntava como as mulheres podiam aceitar isso.

Eu passei o blog do Grupos para o WordPress em dezembro de 2007 e o meu primeiro texto foi “Por que não falo mal dos homens machistas”. Eu falo no texto de como os homens bons são desprezados e os machistas cafajestes tinham o melhor das mulheres, pelo menos em matéria de mulher bonita e obediente. Eu já via que as mulheres gostam destes caras, mas eu ainda achava que era só burrice.

Eu já estava começando a acordar pra realidade, mas ainda achava que machismo era coisa de homens. Um trechinho de “Santa na rua e safada na cama? Ou assexuada dando uma de puta?”, 18/04/08.

Os homens machistas querem dois tipos de mulher. A de família pra cuidar da casa, dar filhos que eles sabem que são deles e criar esses filhos e a puta pra satisfazê-los na cama. E eles são hipócritas, até com eles mesmos. Com a mulher de família eles não se satisfazem (eu até imagino como é transar com uma senhora reprimida destas). Com a puta eles não se casam. Aí algumas mulheres tentam ser as duas. De medo de o marido transar com outra por aí e acabar perdendo o homem.

E por aí foi, aí eu fui vendo algumas coisas estranhas:

  1. Por que eu nunca ouvi uma mulher que leu os meus blogs ou pra quem eu disse o que eu falo lá me dizer que pensava o mesmo que eu, mas não tinha coragem ou condições pra falar?

  2. Por que nos meus grupos de sexo hétero e homens nus apenas para mulheres do Grupos e do Google, que parece que não tem nada parecido na América, eu não recebo tantas mulheres no mês quanto rejeito homens na semana?

  3. Por que quem mais me discriminava pelas minhas putarias, ou até chamou a polícia por causa de safadezas minhas dentro de casa eram sempre mulheres?

  4. Por que em vez de eu achar uma mulher que escreve o que eu escrevo, são alguns homens que acham a mim e a minha filha Abigail, e citam os nossos textos, põem atalhos pros nossos blogs e até copiam textos nossos nos blogs deles?

  5. Por que um blog feito para mulheres de verdade está agradando tantos homens e desagradando tantas mulheres?

  6. Por que com tantos blogs escritos por mulheres bem de vida, viajadas, estudadas, tinha que ser justo a velha caipira aqui pra ser a mulher pra dizer tudo o que esse blog fala?

A resposta é simples, e ao mesmo tempo comprida de mostrar: o machismo foi criado pelas mulheres.

E mais uma coisa. É impressão minha ou os nossos blogs em espanhol estavam fazendo uma falta no resto da América Latina até maior do que os em português no Brasil?

Imaculada Virgínia Pereira Souto

A série “O machismo foi criado pelas mulheres”

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Palavras relacionadas: machismo, feminismo, sociedade machista, opressão à mulher, patriarcado

O machismo foi criado pelas mulheres – parte 1: como o machismo comecou

Eso texto en español (con fotos e peliculas de putaría, en lo Para Hombres de Calidad y Mujeres Verdaderas en Blogger): El machismo fue creado por las mujeres – Parte 1: Como comenzó el machismo, http://avezdoshomens2.blogspot.com/2010/12/el-machismo-fue-creado-por-las-mujeres.html
Eso texto en español (sin fotos e peliculas de putaría, en lo Para Hombres de Calidad y Mujeres Verdaderas en WordPress): El machismo fue creado por las mujeres – Parte 1: Como comenzó el machismo, http://avezdoshomens2.wordpress.com/2010/12/02/el-machismo-fue-creado-por-las-mujeres-parte-1/
This text in English (with sex pics and movies, at A Vez das Mulheres at Thumblogger): Machismo was created by women – Part 1: How started machismo, http://avezdasmulheres.thumblogger.com/home/log/2010/48/machismo-was-created-by-wo.html
This text in English (without sex pics and movies, at Paraíso Concreto): Machismo was created by women – Part 1: How started machismo, http://paraisoconcreto.blogspot.com/2010/12/machismo-was-created-by-women-part-1.html
Texto original em português (com fotos e vídeos de putaria, no A Vez dos Homens que Prestam): O machismo foi criado pelas mulheres – parte 1: como o machismo comecou, http://avezdoshomens.blogspot.com/2010/11/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres.html

Imaculada Virgínia Pereira Souto e

Abigail Pereira Aranha

A gente já escreveu “O machismo não é uma ditadura masculina”, no Paraíso Concreto; “Homem machista, a marionete feminazista”, no A Vez dos Homens que Prestam; “Para os homens que descem o pau na vadia e admiram a mulher ‘decente’”, no A Vez dos Homens que Prestam; e “Para os homens que descem o pau na vadia e admiram a mulher ‘decente’ – II”, no A Vez das Mulheres de Verdade. Agora, nós vamos escrever uma série de textos pra provar, às vezes com coisas que todo mundo sabe, que o machismo foi criado, desenvolvido e até hoje alimentado pelas mulheres. Pelo que o nome sugere, o machismo é a ditadura dos homens, mas não é. Diferente de tudo que você já ouviu, né? Por isso vai ser uma série, porque mostrar como o machismo é mais a favor do que contra as mulheres e mais vantajoso pras mulheres do que pros homens vai ser uma longa conversa. Pra dizer coisas que você não sabe ou pra chamar a sua atenção pra algumas coisas. E isso eu não estou falando só pra homens que estão conhecendo agora o A Vez das Mulheres de Verdade ou o A Vez dos Homens que Prestam e nunca leram um texto da Central Masculinista. Eu estou falando até pra quem já escreve contra o feminismo / feminazismo e as cafajestagens femininas há alguns anos. Gente, pra dar uma idéia de como o machismo é sórdido, a Parte 2 vai ser só com trechos do A Vez das Mulheres mostrando idéias que eu (Imaculada) tinha enquanto escrevia contra o machismo.

Você se acha macho por ser machista? Vai ter um texto falando disso também.

O pessoal do Maçãs Podres soltou essa no texto “O Machismo feminino”: “Xingar uma mulher de machista é desqualificar tanto as feministas como as mulheres num todo.” O texto é a mesma conversinha lésbica feminazista pseudo-intelectual de sempre. O que a gente vai mostrar aqui é que dizer que as mulheres são machistas é o mais perto da verdade, e que vai explicar muita coisa, inclusive por que as mulheres acessam mais blogues sobre esmaltes do que um Maçãs Podres da vida.

Um historiador chamado Martin Van Creveld escreveu um livro intitulado “Sexo Privilegiado”, e aqui vai um trechinho do começo do livro:

Quase todos os autores dão a opressão das mulheres como certa e se contentam em explicar os detalhes, empilhando exemplos terríveis e competindo entre si para mostrar como o patricarcado está disseminado. Apenas alguns questionam quando e como ele nasceu; e, o que é ainda mais notável, como ele conseguiu se perpetuar dos primórdios até os nossos dias.

(…) Até o presente, a despeito das tentativas de estabelecer uma ligação entre essa mudança e a chamada “revolução do mesolítico”, ninguém foi capaz de explicar como o matriarcado, na suposição de que ele tenha existido, foi deposto e como o patriarcado se estabeleceu; muito menos testemunhou o acontecimento.

(…) Depois de meses de trabalho, eram tantas as perguntas e contradições que meu equilíbrio mental começou a ficar seriamente afetado; nesse ponto, minha mulher me aconselhou a fazer uma caminhada. Mal chegara à rua quando percebi que estivera fazendo as perguntas erradas; que todos os problemas desapareceriam se eu estivesse pronto a admitir que minhas pressuposições estavam erradas. A hipótese de as mulheres não serem oprimidas explicaria por que nunca se produzira uma explicação convincente das origens e da perpetuação de sua opressão. A hipótese de as mulheres serem, na verdade, o sexo privilegiado explicaria por que a maioria parece estar mais ou menos satisfeita com sua condição; e por que mais mulheres passaram a não abandonar os cosméticos, a queimar os sutiãs, a vestir macacões e a engajar-se em trabalhos masculinos, como recolher lixo.

Gente, quem ainda não conhece o livro pode baixar no RapidShare: http://rapidshare.com/#!download|89|59170754|Fragilidade_Feminina.rar|48741.

Pra quem acredita em Evolução e homem-macaco (nós somos atéias mas não acreditamos), imagine a sociedade primitiva. Os machos caçando e cuidando do trabalho pesado e as fêmeas cuidando das crianças. Aí os homens transformam a sociedade matriarcal em patriarcal, explorando as mulheres, controlando a saída delas de casa e tudo mais. E eles fazem isso sem deixar de fazer o trabalho pesado pra sustentar a família e fazer a vida da sociedade acontecer.

Aí vem uma coisa que quase todo mundo ainda não se deu conta: como é que uma sociedade pode ser machista, ou um patriarcado, se os filhos são educados pelas mães, muitas vezes enquanto os pais estão fora? A gente repete uma pergunta que ninguém passou no A Vez das Mulheres de Verdade pra responder:

Porque os negros escravos criavam filhos que faziam quilombos e preservavam as tradições africanas, os judeus da época da Inquisição criavam filhos que arriscavam a vida praticando o Judaísmo e as mulheres oprimidas pelo machismo criam uma geração de homens machistas e mulherzinhas sexualmente reprimidas atrás da outra?

Continuando, as mães criavam os filhos desde quando o homem nem era homem direito. Não faz mais sentido elas criarem filhos que farão um mundo em que elas vão ser valorizadas, e não discriminadas, exploradas, reprimidas? Voltando ao homem macaco. Os machos escolhiam as fêmeas mais atraentes fisicamente e as fêmeas escolhiam os machos mais fortes, mais valentes, melhor caçadores. Se você acredita em Evolução, o que você imagina que uma fêmea poderia fazer pra perpetuar os seus genes mesmo sendo uma baranga?

Que tal uma sociedade onde em primeiro lugar o sexo é um palavrão – literalmente? Que tal uma sociedade onde um homem só vai ter chance de fazer sexo com uma única mulher, a vida toda? Onde uma mulher pode morrer se transar com o parceiro estável de outra mulher? Você pensou nas mulheres mortas por adultério achando que é violência do homem contra a mulher? Nós vamos falar disso em outro texto. Que tal uma sociedade onde essa relação não tem só sexo, mas a obrigação de sustentar a mulher? E que tal se essa relação for indissolúvel, ou pelo menos uma desgraça pra desfazer?

Está certo que a gente não tirou isso de nenhuma pesquisa arqueológica, mas você vai concordar que pelo menos faz sentido. E se estivermos certas, não tem como provar.

Na sociedade machista, uma mulher pode ser burra, analfabeta, medíocre, covarde, preguiçosa, arrogante, mal-amada, sem caráter, desagradável e horrorosa e ainda ter um marido. Na sociedade machista, uma mulher medíocre e com outros defeitos pode ter um bom casamento só porque tem beleza ou um corpo bom, ou ter um monte de bobões aos pés dela só por causa do físico. Na sociedade machista, um homem não consegue se sentir homem sem pegar ou falar que pega pelo menos uma pistoleira de corpo violão, enquanto qualquer ninfetinha formada em Filosofia se acha muito boa pra ter qualquer marido. A sociedade machista é a sociedade onde todas as mulheres ganham e todos os homens que prestam perdem. E é isso que a gente vai mostrar.

A série “O machismo foi criado pelas mulheres”

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