Quem dera a vida fosse como na pornografia

Só pra não falar muita safadeza aqui, eu vou por um atalho. Está no A Vez das Mulheres do Thumblogger.

Beijos

Imaculada e Abigail

Add comment Dezembro 7, 2009 Imaculada Virgínia

Traição como vingança é coisa de vadia

Abigail Pereira Aranha e Imaculada Virgínia Pereira Souto

Se a mulher está insatisfeita com a relação, por que ela não termina logo?

A mulher que usa o chifre como vingança é uma reprimida que usa o corpo como arma. Não se fala que mulher não é só o corpo? Mas qual o raciocínio dessas senhoras? Se o meu homem faz o que eu quero, eu dou só pra ele. Se ele não está me agradando, eu deixo de dar pra ele e dou pra outro. Porque o melhor que eu tenho é a minha buceta e a melhor coisa que eu posso dar pra um homem é ele me comer sozinho.

A chifradora dá pra um homem com quem mal iria conversar se estivesse bem com o benzinho. O homem legal, carinhoso e com pegada que ela desprezou por anos agora vai conseguir transar com ela. Só numa hora dessas que ela dá algum valor pra um homem que presta, e só pensando em atingir outro homem.

Com honrosas exceções, as mulheres gostam dos canalhas e desprezam os homens que prestam. Mulher usa o chifre como arma quando o homem é frouxo ou gente boa. O cafajeste pode chifrar adoidado na cara dela, mas ela nem pensa em fazer a mesma coisa. Vai chorar no ombro do amigo gay ou assexuado. Mulher de cafajeste pula a cerca escondido, quando pula, porque o cafajeste tem coragem de largar ou de matar se virar chifrudo.

Tanto a chifradora é uma reprimida que ela transa e não sente o prazer do sexo. O prazer dela é só o de cornear. Talvez ela até se solte na cama, mas se sexo pra ela era obrigação do relacionamento ou moeda de troca, continua sendo.

A mulher que trai pra se vingar usa o chifre pra humilhar ou manipular o homem. É uma vadia que se leva muito a sério.

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Add comment Novembro 18, 2009 Abigail

Direito de vestir o que quiser ou de alimentar o ego inchado?

Um dia desses, uma aluna da Universidade Bandeirante chamada Geisy Vila Nova Arruda foi pra aula com um vestido curto e pra sair teve que ser escoltada pela polícia. Quando ela saía, o pessoal gritava “puta, puta, puta”. Veja o vídeo no R7. E veja aqui uma entrevista dela com o Eduardo Marini, com o vestido que ela usava. Em setembro de 2007, uma passageira de um vôo levou uma dura por causa da roupa indecente. Veja aqui a roupa que a cidadã estava usando. Essa posou pra Playboy (nada contra, só não faz meu estilo porque eu sou mulher). Uma vez, uma jovem foi expulsa de um ônibus na Alemanha porque estava usando decote e o motorista não estava conseguindo se concentrar. Eu sou feminista, mas sabe que eu acho bem feito? Mas mulher tem que ser sempre a coitada.

Se engana quem acha que a senhorita com roupa indecente é mais sexualmente livre, mais mente aberta, mais fogosa que as outras. Mas a imagem que ela quer passar é mais ou menos essa. Ela quer os homens imaginando que com elas o trem é mais gostoso. Ela é até tão reprimida sexualmente quanto as outras, mas gosta de ver os homens bobos por ela. Ah, é o calor? Tem roupa decente que dá pra usar no calor também, eu sei porque eu não me visto como uma vadia (a minha indecência está é nas atitudes mesmo, hehehehe). Se uma mulher diz que não quer ser julgada pela roupa, é mentira.

Você já viu quando uma mocinha está com um decote quase com os peitos saindo que quando ela vê um homem olhando ela acha ruim? Por que isso? Alguém pode dizer que o homem está olhando pra senhorita com desejo sexual, mas é esse desejo mesmo (não o sexo) que ela quer. Só que a distinta detesta sexo, por isso ela faz cara feia.

Mulher, se tiver um peito ou uma bunda maior ou se for nova, tem uma necessidade de mostrar o corpo pra atrair os olhares dos frouxos infladores de ego de mulherzinha. Quando não é isso, a senhorita é uma beata que usa saia até o tornozelo e não usa maquiagem porque é pecado. Claro, tem as raras exceções. Mas quando a mulher tem muito ego e pouco conteúdo, mas tem uma carinha bonita e algum corpo, ela costuma explorar o corpo e a carinha bonita.

Então falar que uma dama que anda na rua quase pelada é questão de uma mulher ter o direito de vestir o que quiser é cinismo ou lerdeza, igual falar que a mulher tem direito de dar pra quem ela quiser quando ela só dá pra subir na carreira, pra ganhar pensão, pra homem com dinheiro ou pra marginal. Engraçado que essa mulher que tem direito de dar pra quem quiser dificilmente dá pra um homem que presta. E o direito de andar quase pelada é pra provocar olhares dos homens pra esnobar e alimentar o ego inchado.

É muita piranha com perna de fora e sexo que é bom quase nada. Os homens que prestam sabem que pra transar com essas zinhas exibidas eles precisam ou de dinheiro ou de compromisso. Se as mulheres parassem de se exibir e agarrassem um gatinho que presta de vez em quando, todos iam sair ganhando. Abaixo a exibição e viva a putaria.

Imaculada Virgínia Pereira Souto

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Add comment Novembro 2, 2009 Imaculada Virgínia

Autoestima femenina, ni autoestima ni femenina II

Si una mujer oir de un hombre que ella vale por el cuerpo que tene y que nació para tener hijos, ella no tendrá gusto, y con razón. Pero muchas veces éste es lo que una mujer parece pensar de sí misma.

Relación estable. Una mujer puede sentirse peor por no tener un hombre para llamar el suyo (o llamarla ella suya). Sentirse bien en la función de tener un marido es dependencia emocional asociada a lavaje cerebral social y religiosa. Una mujer que tiene miedo a ser solo tiende a atraer a los hombres sinvergüenzas que explorarán este miedo.

(Apariencia de) juventud. ¿Y qué si decimos una mujer que ella no sólo resuma ella misma a su cuerpo pero que su calidad depende que cuánto ella es o parece joven? Si una mujer atractiva sientese bien con el efecto que su mera belleza causa en los hombres, esto es vanidad, no autoestima. Contase de una mujer que ella quiera ser más que una ninfeta.

Niños. Una mujer puede hacer resentida si está comparada con una vaca o una gallina (estamos a hablar de los animales), pero sentirse más mujer si tener niños o menos mujer si no tener. Es curioso que incluso lesbianas tengan niños, por lo tanto llegan el punto para hacer sexo con un hombre (qué sacrificio!) para embarazar. Mujeres estériles o con dificultad a embarazar también se esforzan para embarazar.

(Carencia de) vida sexual. Las mujeres que refrenanse social y sexual son orgullosas de esto. Es una insentatez que el valor de una mujer está medido por su vida sexual (la perra1 no es de malo carácter por tener más que un socio sexual, pero ella es una mujer del malo carácter que lo demostraciones también en la forma como ella elige a sus socios sexuales, como ella explora su propio cuerpo y como que ella trata a los buenos hombres). Este criterio del juicio de la mujer es algo producido con intereses de otra gente pero la mujer que lo adopta, y esta mujer pierde la capacidad de dar cuenta de su carencia del sentido.

Belleza y cuerpo. Si ella tiene un cuerpo bonito, tiene autoestima; si ella no tiene un cuerpo bonito, no tiene autoestima. Si una mujer atractiva sientese bien con el efecto que su mera belleza causa en los hombres, esto es vanidad, no autoestima. ¿Y qué si decimos a uma mujer que su valor como persona depende de sus medidas? Véale que esto no es muy diferente de lo que ella piensa de se misma. Realmente hay las mujeres cuyo carácter y cuya inteligencia sean lejos menos interesante que sus cuerpos hermosos, pero ésta es una otra discusión.

Qué se sole llamar el autoestima femenina no es autoestima ni femenina. ¿Qué valor que una mujer da se si ella sientese una basura para cualquier celulite (de que, a propósito, los hombres ni notan)? ¿No dicen las activistas feministas que la mujer es más que su cuerpo? Dicen bien. ¿Pero quién dice a una mujer de 1,60 m que ella es gorda con 55 kilogramos (y un IMC de 21,5)? ¿Los medios de comunicación? También, pero en el primer lugar, ella para se misma. Y creemos que no es de la naturaleza de la mujer a ser frívola o enajenada. El autoestima no se construye con parámetros unos estúpidos otros impracticables. La diferencia entre la autoestima y la vanidad vacía o la aceptación social está en los fundamentos. Mientras que la edad, un tinte del pelo o un accidente serio pueden acabar con la vanidad de una mujer, la mujer que ayuda el semejante, ama la vida, cultiva buenos pensamientos y tiene otras actitudes que atraigan buenas cosas y personas difícilmente estará con autoestima baja. La autoestima es tener por qué gustar de se misma y saber de su propio valor.

Traducción de Auto-estima feminina, nem auto-estima nem feminina II, por Imaculada Virgínia Pereira Souto y Walter Nunes Braz Júnior, disponible en A Vez das Mulheres, en http://avezdasmulheres.wordpress.com/2009/10/15/auto-estima-feminina-nem-auto-estima-nem-feminina-ii/

Traducción de Walter Nunes Braz Júnior

1 Como perra, no quisimos decir la prostituta o a la mujer sexual libre, que nunca condenamos en nuestros textos. La prostituta es una profesional que hace un trabajo honesto, y la respetamos; la mujer sexual libre, no compulsiva sexual, es especialmente admirable porque ella tiene una inteligencia y un coraje que sean superiores que la majoria de las mujeres. Utilizamos lo termo perra relacionando aquelas mujeres que sean sexual liberales con los hombres de malo carácter, delincuentes o de buena situación financiera mientras que rechazan el sexo con los otros hombres, a pesar de ellos trátelos ellas bien o seren sexual atractivos. (Nota de los autores)

1 comentário Outubro 15, 2009 Gato Preto

Feminine self-esteem, neither self-esteem nor feminine II

If a woman hear from a man that she is worth for the body that has and she was born to have children, she won’t like, and with reason. But many times this is that a woman seems to think of herself.

Steady relationship. A woman can feel worse for not having a man to call hers (or to call her his). To feel good in function to have a husband is emotional dependence associated to a social and religious brainwashing. A woman who has fear to be single tends to attract scoundrels men who will explore this fear.

(Appearance of) youth. And what if we say a woman that she not only summarizes herself to her body but her quality depends that how much she is or seems young? If an attractive woman feels well with the effect that her mere beauty cause in the men, this is vanity, not self-esteem. It’s expected of a woman that she wants to be more than a nymphet.

Children. A woman can become resentful if compared with a cow or a hen (we are talking of the animals), but feel herself more woman if have children or less woman if not have. It’s curious that even lesbian have children, therefore arrive at the point to make sex with a man (what a sacrifice!) to get pregnant. Barren women or with difficulty to get pregnant also strengthen themselves to get pregnant.

(Lack of) sexual life. The women that restrain herselves social and sexually are proud of this. It is a foolishness that the value of a woman is measured by her sexual life (the bitch1 is not of bad character for having had more than a sexual partner, but she is a woman of bad character that shows it also in the form as she chooses her sexual partners, as she explores her own body and as she treats the good men). This criterion of judgment of the woman is something produced with interests of another people but the woman adopts who it, and this woman loses the capacity of giving account of its lack of sense.

Beauty and body. If she has a pretty body, has self-esteem; if she does not have a pretty body, does not have self-esteem. If an attractive woman feels well with the effect that her mere beauty cause in the men, this is vanity, not self-esteem. And what if we say a woman that her value as person depends on its measures? See you that this is not very different of what she thinks of herself. Really there are women whose character and whose intelligence are far less interesting than their beautiful bodies, but this is one another discution.

What is used to be called feminine self-esteem is not self-esteem nor feminine. What value a woman gives to herself if she feels a garbage for any celulite (that, by the way, the men not even notice)? Do not say the feminists activist that the woman is more than her body? They say well. But who says a woman of 1,60 m that she is fat with 55 kg (and one IMC of 21,5)? The medias? Also, but in first place, she for herself. And we believe that it is not of the nature of the woman to be frivolous or alienated. The self-esteem is not constructed with parameters some dull other impracticable. The difference between self-esteem and the empty vanity or the social acceptance is in the beddings. While the age, a dye of hair or one serious accident can finish with the vanity of a woman, the woman who helps the next one, loves the life, cultivates good thoughts and has other attitudes that attract good things and people hardly will be with low self-esteem. Self-esteem is to have why to like herself and to know of her own value.

Translation of Auto-estima feminina, nem auto-estima nem feminina II, by Imaculada Virgínia Pereira Souto and Walter Nunes Braz Júnior, available at A Vez das Mulheres, at http://avezdasmulheres.wordpress.com/2009/10/15/auto-estima-feminina-nem-auto-estima-nem-feminina-ii/

Translation by Walter Nunes Braz Júnior

1 As bitch, we did not want to say prostitute or sexually free woman, which never we condemn in our texts. The prostitute is a professional who makes a honest work, and we respect her; the sexually free woman, not sexual compulsive, is especially admirable because she has an inteligence and a courage which are upper than the majority of the women. We use the term bitch relating in them to those women who are sexually liberal with men of bad character, delinquents or of good financial situation while they refuse sex with the other men, despite they treat they them well or are sexually attractive. (Note of the authors)

Add comment Outubro 15, 2009 Gato Preto

Auto-estima feminina, nem auto-estima nem feminina II

Se uma mulher ouvir de um homem que ela vale pelo corpo que tem e nasceu para ter filhos, ela não vai gostar, e com razão. Só que muitas vezes é isso que uma mulher parece pensar dela mesma.

Relacionamento estável. Uma mulher pode se sentir pior por não ter um homem para chamar de seu (ou para chamá-la de dele). Sentir-se bem em função de ter um marido é dependência emocional associada a uma lavagem cerebral social e religiosa. Uma mulher que tem medo de ficar solteira tende a atrair homens canalhas que explorarão esse medo.

(Aparência de) juventude. E se dissermos a uma mulher que ela não só se resume ao seu corpo como sua qualidade depende que quanto é ou parece jovem? Se uma mulher atraente se sente bem com o efeito que sua mera beleza causa nos homens, isso é vaidade, não auto-estima. É de se esperar de uma mulher que ela queira ser mais que uma ninfeta.

Filhos. Uma mulher pode se ofender se for comparada a uma vaca ou uma galinha (estamos falando dos bichos), mas se sentir mais mulher se tiver filhos ou menos mulher se não tiver. É curioso que mesmo lésbicas têm filhos, portanto chegam ao ponto de fazer sexo com um homem (que sacrifício!) para engravidar. Mulheres estéreis ou com dificuldade para engravidar também se esforçam para engravidar.

(Falta de) vida sexual. As mulheres que se reprimem social e sexualmente se orgulham disso. É uma idiotice que o valor de uma mulher seja medido pela sua vida sexual (a vadia1 não é de mau caráter por ter tido mais de um parceiro sexual, mas é uma mulher de mau caráter que o mostra inclusive na forma como escolhe seus parceiros sexuais, como explora o próprio corpo e como trata os homens que prestam). Esse critério de julgamento da mulher é algo produzido com interesses alheios aos da mulher que o adota, e esta perde a capacidade de se dar conta da sua falta de sentido.

Beleza e corpo. Se ela tem um corpo bonito, tem auto-estima; se não tem um corpo bonito, não tem auto-estima. Se uma mulher atraente se sente bem com o efeito que sua mera beleza causa nos homens, isso é vaidade, não auto-estima. E se dissermos a uma mulher que seu valor como pessoa depende das suas medidas? Veja que isso não é muito diferente do que ela pensa de si mesma. Realmente há mulheres cujo caráter e cuja inteligência são de longe menos interessantes que seus belos corpos, mas isso é uma outra discussão.

O que costuma ser chamado de auto-estima feminina não é auto-estima nem feminina. Que valor uma mulher se dá se ela se sente um lixo por qualquer celulite (que, aliás, os homens nem notam)? Não dizem as ativistas feministas que a mulher é mais que o seu corpo? Dizem bem. Mas quem diz a uma mulher de 1,60 m que ela está gorda com 55 kg (e um IMC de 21,5)? Os meios de comunicação? Também, mas em primeiro lugar, ela para si própria. E cremos que não é da natureza da mulher ser fútil ou alienada. A auto-estima não se constrói com parâmetros uns estúpidos outros inviáveis. A diferença entre a auto-estima e a vaidade vazia ou a aceitação social está nos fundamentos. Enquanto a idade, uma tintura de cabelo ou um acidente grave pode acabar com a vaidade de uma mulher, a mulher que ajuda o próximo, ama a vida, cultiva bons pensamentos e tem outras atitudes que atraem boas coisas e pessoas dificilmente estará com auto-estima baixa. Auto-estima é ter por que gostar de si mesma e saber do próprio valor.

Imaculada Virgínia Pereira Souto e Walter Nunes Braz Júnior

1 Como vadia, não queremos dizer prostituta ou mulher sexualmente livre, que nunca condenamos em nossos textos. A prostituta é uma profissional que faz um trabalho honesto, e a respeitamos; a mulher sexualmente livre, não compulsiva sexual, é especialmente admirável porque tem uma inteligência e uma coragem superiores à maioria das mulheres. Usamos o termo vadia nos referindo àquelas mujeres que são sexualmente liberais con os homens de mau caráter, marginais ou de boa situação financiera enquanto recusam sexo com os outros homens, ainda que eles a tratem bem ou sejam sexualmente atraentes.

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Add comment Outubro 15, 2009 Gato Preto

Sexo como prazer ou como arma

Sexo como prazer ou como arma

Flávio Gikovate

O momento da transição entre o “ficar” e o de só ter intimidades físicas com um namorado é extremamente importante, porque nos ensina muito a respeito da sexualidade adulta. O “ficar” corresponde à continuidade das trocas de carícias gratuitas que existem durante os anos de infância. De repente, as moças descobrem suas dificuldades em lidar com uma sexualidade que parece não se saciar e ficam com medo de “se perder”, exatamente como lhes é dito. Percebem mais uma coisa muito importante: que são desejadas pelos moços de um modo muito mais intenso do que os desejam.

Ao mesmo tempo que se conscientizam de que é necessário tomar cuidado para não ficarem submetidas a um desejo muito intenso e contínuo, observam também que despertam um forte desejo em um grande número de homens de todas as idades. Isso faz muito bem à vaidade feminina, que se aguça de modo visível. As moças passam a viver uma espécie de obsessão pela perfeição física, pois isso lhes traria ainda maior número de admiradores.

Juntamente com esse tipo de estímulo à vaidade, de alguma forma percebem que a maior parte dos rapazes se tornam humildes e inseguros diante delas. Isso acontece porque nesse mesmo período eles se frustram justamente porque percebem o contrário: que não são desejados visualmente do mesmo modo que as desejam.

Ao contrário do que pode ter parecido às primeiras feministas, a verdade é que ser objeto do desejo sexual caracteriza uma condição de superioridade. Essa superioridade poderá ser exercida de modo autoritário ou de forma delicada. As moças poderão até mesmo abrir mão do poder de que dispõem. Mas a grande verdade é que sua sensualidade é percebida claramente como uma arma.

Costuma-se dizer que as moças “amadurecem” mais cedo do que os rapazes. O que acontece mais cedo com as moças não é um verdadeiro amadurecimento e sim a descoberta de que existe um jogo erótico entre os sexos. Assim sendo, e até mesmo para se proteger contra seus próprios desejos muito atiçados pelo que despertam nos homens, a maioria das moças acaba se relacionando com sua sexualidade como uma arma. Poderão se valer dela para atingir outros objetivos, tanto de natureza prática e material como de caráter sentimental. Isso é uma vantagem apenas por um lado, pois por outro acaba comprometendo a capacidade de vivenciar o sexo como simples fonte de prazer. Quando a sensualidade se transforma em arma, o prazer deixa de ser a prioridade.

O que acaba acontecendo? Muitas moças, especialmente as mais belas e atraentes, ficam totalmente escravizadas pela gratificação da vaidade assim obtida e não raro se desinteressam por outros setores da vida – estudos, trabalho etc. Percebem que o poder sensual se atenua – quando não se extingue – ao ter intimidades afetivas e prazer nas trocas de carícias. Acabam por ter sua função sexual inibida e não raramente são incapazes para a resposta orgástica, agora percebida como o fim do poder, como o jogar fora a arma que possuem. O resultado final desse encaminhamento tão comum é catastrófico. Melhor seria seguir a rota do prazer e abandonar a idéia do sexo como arma, pois aqui, mais do que em qualquer outro lugar, o feitiço se volta contra o feiticeiro.

GIKOVATE, Flávio. Sexo como prazer ou como arma. Cláudia, São Paulo, ed. Abril, nº 415, abril de 1996, pág. 36

Comentário de A Vez das Mulheres

O texto é muito bom. É quase o que é dito aqui no A Vez das Mulheres, especialmente pela Imaculada. Sobre o assunto, indico o texto “Os escravos da buceta e as mulherzinhas” (no blogue Paraíso Concreto em http://paraisoconcreto.blogspot.com/2008/09/os-escravos-da-buceta-e-as-mulherzinhas.html) ou, para quem se ofender com a linguagem, “Os submissos às mulheres e as mulheres medíocres” (também no Paraíso Concreto em http://paraisoconcreto.blogspot.com/2008/10/os-submissos-s-mulheres-e-as-mulheres.html).

Walter Nunes Braz Júnior

A Vez das Mulheres – Sistema Paraíso Concreto

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Add comment Outubro 11, 2009 Gato Preto

Matéria sobre casais sem filhos da Folha Universal

Só nós dois

Por Andrea Miramontes

Pesquisa exclusiva aponta: casais sem filhos têm mais sucesso profissional e cresce no Brasil o número de pessoas que fazem essa opção

Era uma vez uma menina cheia de bonecas. Quando cresceu, ela abandonou os brinquedos, agarrou-se nos livros, tornou-se uma profissional de sucesso, apostou seu tempo no aprendizado de idiomas e se casou com outro profissional bem-sucedido. Viveram felizes, sem filhos e sem problemas financeiros, para sempre.

A história, aparentemente fantasiosa, ilustra a tendência de famílias que cada vez mais optam por não ter filhos.

Na pesquisa “Novos arranjos domiciliares: condições econômicas de casais de dupla renda e sem filhos (Dinc)” divulgada com exclusividade pela Folha Universal, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fez um mapeamento da família brasileira. Os resultados apontam que, quando não têm filhos e possuem dupla renda, os casais brasileiros ganham R$ 2.531, enquanto a média dos lares no País é de R$ 1.672.

De acordo com o professor José Eustáquio Diniz Alves, coordenador da Pós-Graduação do IBGE na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), esses casais atendem pela sigla Dinc – Duplo ingresso e nenhuma criança –, denominação criada nos Estados Unidos (Dink – double income and no kid). “No Brasil, há cerca de dois milhões de casais sem filhos em que o marido e a mulher têm renda. Isso representa 4% de todos os casais do País, número que cresceu 80% em dez anos. Em geral, os Dincs estudam mais, têm mais acesso à informação e uma renda maior”, conta.

É exatamente nesse perfil que se encaixam Raquel Alves Corrêa, de 32 anos, supervisora da área de tecnologia da informação na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e Luiz Roberto Tavares, de 38 anos, coordenador de tecnologia de informação da Revlon. Casados há 10 anos, pós-graduados, bilíngües, donos de dois carros e dois apartamentos, o casal nem pensa em crianças. “Nunca quis de verdade, sempre priorizei a carreira. Temos uma vida estabilizada, cada qual tem sua individualidade, temos muitos amigos e viajamos bastante”, conta ela, que acaba de ganhar da empresa um curso de MBA na Fundação Getúlio Vargas (FGV), um dos melhores do País.

Para o delegado de polícia Manlio De Cunto, de 63 anos, casado há 22 com a educadora Maria do Carmo Cazechine, de 60 anos, não ter filhos, além de tornar a vida mais fácil, também é uma questão de consciência social. “O planeta já está muito populoso, são mais de 6 bilhões de pessoas, muita gente sem emprego, num mundo poluído. Para que colocar mais um?”, questiona De Cunto.Não ter a preocupação com vidas que dependem de você também facilita no processo de separação. Juntos há 24 anos, Agnaldo Aníbal e Márcia Kralik, ambos de 44 anos, agora vão se separar. “Até nessa etapa da vida as coisas são mais fáceis. Agora cada um vai seguir seu caminho e, não tendo filhos, fica muito mais simples”, conclui Aníbal.

Primeiro vem a pressão para o casamento e, depois de casado, não há como fugir da cobrança da gravidez, que parte tanto da família quanto de amigos. “Claro que a mulher está biologicamente preparada para a procriação, mas a questão é que o fato dela poder ter filhos não significa necessariamente que quer ou que deve tê-los”, explica a psicóloga Lucy Mansur, autora do livro “Sem filhos: a mulher singular no plural”, da Editora Casa do Psicólogo.

Para a contadora Van-derli Aparecida da Silva, de 48 anos, nem os questionamentos da família, e até da médica, a fizeram mudar de idéia. “Desde criança, nunca quis ser mãe, e meu marido também não fez questão de ter filhos”, diz. Com a opção, Vanderli conseguiu mais tempo para si, fez duas faculdades e o marido também pôde estudar.

Mas a ausência de filhos na vida de um casal também pode ter um preço a ser pago no futuro. “Quando mais novas, as pessoas querem viajar, gastar o dinheiro que ganham. Depois, pode ficar um vazio na vida, por isso é preciso refletir bem sobre a decisão”, explica a psicóloga Magdalena Ramos, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e terapeuta de casais e família.

Filhos em outros países

China

No país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes, o governo restringiu o número de filhos, e cada casal só pode ter uma criança. A política de natalidade foi implantada em 1979 e está em vigor na maior parte do país. De acordo com ela, quem tiver mais que um filho paga multa.

Estados Unidos

Há uma projeção de que o número de casais sem crianças vai crescer acima dos 50%, para mais de 31 milhões de casais até 2010, tendo em vista o aumento de pessoas sem filhos desde 1970. A previsão é da revista “American Demographics”.

Alemanha

Segundo o Instituto de Pesquisa Populacional, sediado em Wiesbaden, cada alemã em idade reprodutiva possui 1,3 criança. O que representa a taxa de natalidade mais baixa de toda a União Européia. Hoje, 15% das mulheres do país se dizem avessas à idéia de ter filhos, ao lado de 26% dos homens.

Escritora arrepende-se dos filhos que teve

A psicanalista franco-suíça Corinne Maier, de 44 anos, está se tornando especialista no lançamento de livros sobre temas polêmicos. Em sua última obra “No Kid: Quarante Raisons de Ne Pas Avoir d’Enfant” (Sem crianças: Quarenta razões para não ter filho), ela reúne, de forma bem-humorada e pessoal, os motivos para evitar a maternidade.

De acordo com ela, que tem dois filhos adolescentes, os pequenos atrapalham a vida social do casal, afastam o desejo sexual, deformam o corpo da mulher e ainda vão desapontar os pais no futuro.

Ela acrescenta ainda que a mulher que virou mãe passa a não ligar mais para outras questões que não sejam relacionadas às crianças. Se não tivesse filhos, ela diz que estaria viajando pelo mundo para torrar o dinheiro que juntou com a venda de livros. “Ao invés disso, tenho que acordar todos os dias às 7 horas da manhã, cozinhar e cuidar de afazeres domésticos”, diz.

Entre outros livros, lançou também “Bonjour Paresse” (Bom Dia Preguiça), que discorre sobre a preguiça de se trabalhar em algo só por dinheiro e no qual ensina leitores a continuar no emprego trabalhando o menos possível. O livro faz uma crítica às empresas, que, segundo a autora, não respeitam os valores individuais. Corinne acabou demitida do emprego que tinha, mas ficou rica com a venda de suas obras.

MIRAMONTES, Andrea. Só nós dois. Folha Universal, número 834, 30 de março a 5 de abril de 2008. Disponível em <http://folha.arcauniversal.com.br/integra.jsp?codcanal=981&cod=129815&edicao=834>. Acesso em 06 de outubro de 2009.

Add comment Outubro 6, 2009 Gato Preto

A nem-vadia

Abigail Pereira Aranha f289ad93e05205a3b51f88d5d2f7edb0

A vadia tem uma série de defeitos. Primeiro, ela não é sexualmente livre, e os homens que prestam e não tem muito dinheiro sabem disso. Segundo, ela se acha a última bolacha do pacote. E vários outros. Mas existe um tipo de mulher que não é como ela, mas nem por isso tem mais valor. Essa mulher é o que eu chamo de nem-vadia.

A nem-vadia a gente já viu muito por aí. É a que nunca foi vadia. Ela desce o pau nas vadias e nas sexualmente livres (o que não é a mesma coisa), nunca foi infiel, teve pouca vida sexual com meia dúzia de parceiros (aliás, meia dúzia é muito). A vadia às vezes se faz de santa, ou uma mulher que era vadia na juventude quer pagar de santa depois de velha. A nem-vadia é reprimida de verdade.

A nem-vadia geralmente é feia de rosto e de corpo. Então os homens não se interessam por ela. E ela finge que tem auto-estima e é bem-resolvida se enfiando no trabalho ou nos estudos. Mas a nem-vadia também pode ser bonita de rosto e/ou de corpo. Ela acha que uma mulher bonita e sexualmente reprimida acentua a beleza. Ela também pode se dedicar ao trabalho ou aos estudos, mas pra se destacar e inchar o ego.

A nem-vadia também pode ser uma mulherzinha de algum fim de mundo que nunca saiu de lá. Estudou pouco, saía pouco, as poucas pessoas com quem conversava eram de cabeça limitada, se casou cedo. E virou uma mulherzinha de cabeça limitada que acha que tudo é errado, que a mulher deve ser submissa ao homem e que sexo que preste traz castigo de Deus.

A nem-vadia às vezes não foi vadia por falta de oportunidade, mas nem por isso ela hoje é uma vadia em potencial. Às vezes ela teve uma criação muito moralista e assimilou esse moralismo dentro dela.

Algumas nem-vadias não são vadias porque se levam muito a sério até para serem vadias. A vadia ainda transa com homens que têm dinheiro ou com o chefe, e a nem-vadia deixa de fazer isso não porque é errado (e é errado mesmo), mas se acha muito boa até pra eles, sem contar com os homens que prestam que ela também despreza. É o caso daquelas mulheres muito destacadas, muito qualificadas que dizem que falta homem à altura delas.

A nem-vadia feia às vezes assume que se fosse bonita ia se arrumar na vida explorando o corpo, ou melhor, os trouxas que babam por qualquer decote.

A nem-vadia não é vadia por falta de beleza, coragem, oportunidade ou humildade. Então, quase sempre a nem-vadia no fundo, no fundo tem inveja da vadia. E quando não tem inveja da vadia, tem o ego ainda mais inchado que o dela. Pior que ser vadia é ter inveja das vadias, ou ser ainda mais arrogante.

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Add comment Setembro 21, 2009 Abigail

A Vez dos Homens que Prestam

Abri um blog novo, A Vez dos Homens que Prestam: http://avezdoshomens.blogspot.com/. Esse blog estava fazendo algumas críticas às mulheres que eu agora vou fazer lá. Mulheres humildes e honestas, podem visitar lá, apesar de eu descer o pau em 99% das mulheres.

Beijos

Imaculada Virgínia Pereira Souto

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Add comment Setembro 14, 2009 Imaculada Virgínia

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